Casal ‘supera’ diferença e prestigia Bota x Flamengo, no AM.

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O filme brasileiro “Romeu e Julieta” conta a história de um casal de torcedores rivais que vivem na tênue linha entre a paixão da família por um clube e o amor pelo companheiro. Em uma reedição, tanto quanto divertida, na vida real, um casal amazonense segue à risca a trama do filme. Juliane, botafoguense, com um pai alvinegro fanático, casou com Sidney, filho de rubro-negro. Na noite deste sábado, a família foi junta, superando as diferenças, à Arena Amazônia para assistir Botafogo e Flamengo.

Ao fim do jogo, o grupo andava rindo e se divertindo com a experiência. Seu Joacir, pai de Juliane, zoava o genro flamenguista. Sidney, pai de Sidney, tentava levar na esportiva a derrota por 2 a 1 que o clube sofrera. O casal, juntos há seis anos, levava a rivalidade familiar à base da descontração.

 – A gente se diverte com isso. Acaba virando programa bom de família. Apesar da rivalidade, todo mundo se dá bem e leva na esportiva, no clima de diversão mesmo – contou Juliane, que apesar de seguir os passos do pai, confessa que não é torcedora fanática.

Já Joacir, o sogrão botafoguense, não perde a oportunidade de cutucar o genro. Questionado sobre a aceitação de um rubro-negro na família, a resposta estava na ponta da língua.

– Não fui eu que tive que superar a situação e aceitar ele. Foi o contrário. Ele que teve que me aceitar e aprender a conviver com um botafoguense assim – relatou, aos risos.

Sidney, o filho, não fugiu da declaração do sogro. Precisou passar por cima da rivalidade para garantir o casamento com Juliane.

– Eu sou, por causa do meu pai, flamenguista doente. Desde pequeno. Quando descobrimos essa rivalidade entre as famílias foi até engraçado. Eu e meu pai sempre de um lado, e os dois do outro. Tudo na paz – afirmou.

Enquanto o bate-papo rolava, o flamenguista e “carioca da gema”, Sidney (pai) estava calado. Soltava uma ou outra palavra, mas a cara não era das mais animadas. Apesar de toda a brincadeira, o Flamengo tinha acabado de perder um clássico, e a lembrança ainda era muito recente.

– É, é muito legal esse momento de toda a família, de descontração. Mas é que… Perdemos essa, né? Não que o jogo tenha sido ruim, mas… – resumiu Sidney, enquanto ouvia Joacir rir e festejar a vitória alvinegra.

Para desequilibrar o quarteto e comprovar a tese de que a torcida do Flamengo é maioria, o “cumpadre” do casal, Pericles Souza, somava o “time” rubro-negro.

Fonte: GE

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