Com punições, lei para endireitar clubes pode ser votada dia 8.

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O Bom Senso e a CBF conseguiram chegar a um acordo sobre o projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal, aquela que vai refinanciar a dívida dos clubes. Diferente de outras, como a Timemania, os times que não pagarem em dia poderão ser rebaixados de divisão em competições nacionais. A questão da punição e a forma de controle eram os principais pontos que faltavam para um acerto entre as partes.
Com o consenso, firmado nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a expectativa de todos os personagens envolvidos é de que a proposta seja levada ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira, logo depois do primeiro turno das eleições, no dia 8 de outubro.

“A reunião foi ótima e chegamos a um acerto. Definimos como serão as punições e também a fiscalização. Há no texto final sugestões das duas partes, foi uma grande vitória. Nossa expectativa é de que a lei seja votada no dia 8 de outubro, na próxima quarta-feira. A chance é grande, já que agora tem acordo entre todas as partes”, afirmou Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba e da comissão de clubes criada pela CBF, para o ESPN.com.br.

O encontro contou com a presença de dirigentes de clubes, do movimento dos jogadores, o deputado Vicente Cândido e também de Gilberto Ratto, novo gerente de Marketing da CBF.

A proposta do Bom Senso de fiscalização e punição mais frequentes foi aceita pelos cartolas, bem como a ideia da criação de dois comitês, um representativo e um executivo, que será formado pela indicação dos integrantes do primeiro. Veja como será:

– Punição:

Os clubes que não cumprirem seus compromissos financeiros (tanto de pagamento das dívidas quanto de salários) serão punidos de cinco formas: primeiro serão advertidos, depois terão essa advertência divulgada com proibição de inscrição de novos atletas, em seguida serão desclassificados e, por fim, serão rebaixados. (Multa só no caso de ficar 2 anos sem padronizar o balanço conforme indicação do Comitê).

– Fiscalização:

Serão dois comitês, um representativo e um executivo. O primeiro será formado por: CBF, clubes, atletas, treinadores, executivos, árbitros e patrocinadores. Cada um desses sete integrantes indicam um para o comitê executivo, mas há um filtro: terão de ter boa reputação e superior completo. O executivo escolherá um CEO para cuidar das burocracias do dia a dia.

– Demonstrações:

Os clubes terão de apresentar de três em três meses seus pagamentos, bem como suas certidões negativas de débito (aquelas que confirmam que os times estão em dia com as contas, ou pelo menos pagando certinho as dívidas que têm).

Fonte: ESPN

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