Copa do Brasil.

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O jogo mais aguardado pela Copa do Brasil, sem dúvida, é entre Atlético Mineiro e Corinthians. No primeiro jogo, em São Paulo, o time de Mano Menezes sapecou 2 x 0, que realmente representa uma vantagem considerável, mas jogando em casa, o Galo merece todo respeito. Sinceramente, tenho dúvidas de quem acabe mais prejudicado pelas convocações para a Seleção. Em termos numéricos, a desvantagem é do Corinthians, que não terá Elias e Gil, mas pela absoluta necessidade de vitória do Atlético, e por ter que fazer no mínimo dois gols, talvez Diego Tardelli faça ainda mais falta. Sei lá… tenho dúvidas.

No Maraca, como sabiamente afirmou Vanderlei Luxemburgo, fazendo lembrar João Saldanha, “o jogo é mole, mas primeiro tem que ganhar”. Jogando com humildade, respeitando o adversário e mantendo a pegada dos últimos jogos, semifinal à vista para o Mengão. Amanhã, de novo, casa cheia e show da galera. Que torcida é essa…

Em qualquer jogo, seja contra quem for, um mesmo jogador fazer quatro gols é de se tirar o chapéu, quanto mais jogando pela Seleção Brasileira. Realmente, este Neymar é um privilegiado e seu futebol é tão simples, como competente e plástico. Dos jogadores que pela seleção fizeram quatro gols, ele foi quem atingiu a marca com a menor idade. Neymar tem 22 anos. Para que se tenha uma idéia de como não é simples tal feito, neste item, Pelé, o rei do futebol, ficou devendo. As duas maiores proezas, foram de dois rubro-negros. Evaristo de Macedo, que marcou cinco gols em uma única partida e o nosso Zicão, que marcou quatro gols num mesmo jogo, em duas oportunidades. Contra a Bolívia, em 77, e em 81, contra o Eire. Vi estas duas façanhas ao vivo e a cores…

Falo nisso e volto no tempo. Nunca em toda a minha vida torci tanto por alguém. Era tão apaixonado pelo talento do Galo que, se o Flamengo vencesse e não houvesse ao menos um golzinho dele, a vitória não tinha o mesmo sabor. Por isso, por experiência própria e, por me julgar minimamente conhecedor do espírito rubro-negro, afirmo que é um crime contra o patrimônio não se tentar trabalhar no sentido de se encontrar um ídolo para o clube mais popular do país. Se for prata da casa como Zico, melhor. Se não, que se procure. Há clubes com outras características, onde a presença do ídolo é relativa. Não para o Flamengo, que necessita de alguém que seja o elo entre a instituição e a Nação. Que seja o porta-bandeira, conduzindo o Manto sagrado e arrastando a multidão. O ídolo, num clube popular, é o clube em carne e osso.

Fonte: Blog do Kleber Leite

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