Com mãos e pés acima da média, Herrmann lidera Fla.

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Walter Herrmann deu duas grandes mãos para que o Flamengo tivesse uma estreia vitoriosa no NBB 7, na noite de sexta-feira, em São Paulo. Com 21 pontos, o ala-pivô argentino, que usa tênis número 50, foi o cestinha rubro-negro no triunfo por 99 a 91 sobre o Paulistano. Na partida, em diversos lances foi possível ver o quanto a bola encaixa nas mãos do campeão olímpico em Atenas 2004 pela seleção argentina. Contratado pelo Fla no começo de agosto, o jogador de 2,06m demonstrou que tem tudo para ser um dos grandes destaques da temporada 2014/2015. Muito disso por conta das enormes mãos do veterano de 35 anos de idade.

– Desde os meus 15 anos de idade, eu tenho as mãos e os pés desses tamanhos. Estou acostumado, mas sei que minhas mãos são maiores que a dos outros jogadores. Acho que essas mãos grandes me fizeram ter um domínio de bola acima da média. Os pés acho que não influenciam tanto, mas servem para aguentar bem o meu corpo. Eu agradeço pela sorte de ser assim e jogar basquete – afirmou Herrmann, que atuou por quatro temporadas na NBA e foi eleito o melhor jogador da última temporada na Argentina, quando estava no Atenas.

Os outros principais jogadores do garrafão do Flamengo, Meyinsse e Olivinha, também são altos, mas têm os pés e as mãos menores do que os do hermano. O americano mede 2,07m – um centímetro a mais do que Hermann e calça 49. Já o brasileiro mede 2,03m e usa tênis “só” de número 47.

– O Herrmann tem mesmo as mãos e os pés bem grandes. Isso o ajuda e o nosso time também. Ele entrou muito bem no time em que todo mundo já se conhecia e tinha um entrosamento. Ele é muito habilidoso e também um bom companheiro, que está se entrosando muito bem dentro e fora de quadra – comentou Meyinsse, o segundo maior pontuador do Fla contra o Paulistano, com 14 pontos.

Dentre os 21 pontos convertidos por Herrmann, 15 foram em arremessos da linha dos três, região na qual ele teve um bom aproveitamento de 62,5% dos tiros (cinco em oito tentativas). Tal característica não é tão comum para um ala-pivô.

– Não é tão normal, mas eu gosto de chutar de três. Para isso, eu tento aproveitar os espaços que me dão. Deu bastante certo nessa minha estreia na liga brasileira e espero continuar ajudando o Flamengo o máximo que eu puder – afirmou o camisa 1 rubro-negro.

Após uma semana intensa, com direito a conquista do décimo título carioca consecutivo e da estreia no NBB 7, o Flamengo só voltará a jogar na próxima sexta-feira, contra a Liga Sorocabana, às 20h (de Brasília), em Sorocaba (SP).

Fonte: GE

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