Dois mistérios do Flamengo e de Luxemburgo.

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O ano acabou para o Flamengo.

Ganhamos o Campeonato Estadual, sobrevivemos até a semifinal da Copa do Brasil, e no Campeonato Brasileiro não venceremos, cairemos ou conquistaremos um lugar na Libertadores.

Em suma, uma temporada sem tragédia e brilho. Isto é, medíocre.

No empate dominical de 2 a 2 com o Sport, ressurgiu o fantasma da quarta-feira, no 1 a 4 contra o Atlético: até o finzinho triunfávamos, mas fraquejamos.

Ontem, vencíamos com folga, pertinho do apito final, e o rubro-negro pernambucano nos sapecou dois gols tardios, aos 43 e 46 minutos.

Dois mistérios para os quais alguém, não eu, talvez tenha respostas:

1) Por que Vanderlei Luxemburgo escalou Elton desde o início, depois do insucesso do centroavante no segundo tempo que jogou contra o galo?

Para quem observa de longe, Elton é um simulacro do jogador de outras épocas. Por que o técnico aposta nele?

Os treinadores costumam reclamar de críticos que não acompanham o cotidiano do clube e por isso ignoram potencialidades e fragilidades do elenco.

Estão certos. Até hoje lamento que na Copa de 98 o grande Zagallo tenha insistido com o decadente Bebeto, em vez de lançar Edmundo. Nos treinamentos em Ozoir-la-Ferrière, Edmundo ostentava forma esplendorosa, eu testemunhava. Por isso tinha convicção de que ele era o cara certo, e não Bebeto.

No caso do Elton, suponho que arrebente no Ninho do Urubu.

Só pode ser, porque com ele o Flamengo tem ficado com um a menos.

Mas será que o Elton mostra tanto futebol nos treinos?

Eis um mistério.

2) O outro diz respeito à opção por quatro volantes quando a equipe está na frente.

Isso aconteceu no meio da semana, e o Flamengo chamou o Atlético ainda mais, porém sem poder de contra-atacar com eficiência.

Ontem, Nixon, de característica veloz, saiu contundido ainda no primeiro tempo. O Flamengo já vencia por 2 a 0. Em vez de colocar um atacante rápido, como Igor Sartori, Luxa recorreu a Muralha, que se somou aos companheiros de posição Cáceres, Márcio Araújo e Canteros.

Mais uma vez, o Flamengo incentivou o adversário a avançar. Seria uma boa, caso houvesse quem contra-atacasse com velocidade.

Quando os dois gols derradeiros vieram, Igor, filho do querido Alcindo, já substituíra Cáceres, mas o tom estava dado: para assegurar a vantagem, o Flamengo se fincara atrás.

Em dois jogos, Vanderlei repetiu os mesmos erros.

Está meio zonzo: na coletiva de ontem, referiu-se a Mattheus com o nome do pai do meia, Bebeto.

A semana infeliz não apaga o retrospecto francamente positivo do técnico na condução do time.

Fonte: Blog do Mário Magalhães

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