Em meio a 20 mil em Manaus, até palmeirense apoia o Fla.

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O resultado não correspondeu às expectativas. Depois do confronto contra o Botafogo, quando mais de 35 mil flamenguistas compareceram na Arena Amazônia – além de terem esgotado os ingressos em menos de 24h – o mínimo esperado diante do Vitória, neste sábado, no mesmo local, era um mar rubro-negro nas arquibancadas. No entanto, como dizia Cazuza, “as ideias não correspondem aos fatos”: no fim, apenas 20.057 torcedores foram ao estádio amazonense e acompanharam o Flamengo golear o Vitória por 4 a 0, em partida válida pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

É bem verdade que o confronto não valia de nada à equipe carioca. Sem chance de G-4 ou de degola, o Fla apenas cumpria tabela na competição. Mesmo assim, o título de maior torcida do Brasil se fez valer entre os presentes: cerca de 20 mil gritavam pelo time da gávea a cada gol ou lance perigoso.

Palmeirense secador

Era tanto vermelho e preto, que uma bandeira verde se destacava entre a multidão. Kim Cruz, de 20 anos, levou o sobrinho Cauã, de sete, apenas para secar o Vitória. O motivo? A dupla é palmeirense. Pelo menos, o resultado final prova que deu certo.

– Quando eu vim, o Palmeiras tava perdendo de 1 a 0 (a partida terminou 3 a 1 para o Internacional). Se eu depender do jogo do Palmeiras, o Palmeiras cai. É mais fácil torcer para os concorrentes (no caso, o Vitória) perderem.

‘Chaves’ flamenguista

Um dia após a morte de Roberto Bolãnos, criador das séries de TV Chaves e Chapolin, a saudade parece que já bate no peito dos brasileiros. Porém, se depender da torcida do rubro-negro carioca, seus contos de vida estarão eternizados. Valdenor Silva, de 29 anos, foi a Arena Amazônia, em Manaus, fantasiado do personagem Chaves.

– Comprei a fantasia hoje mesmo. Vim homenagear esse craque da comédia, e que ficará para sempre marcado em nossos corações – disse o flamenguista.

Poucos rubro-negros baianos

O lado do Vitória, apesar de em menor quantidade, tentava apoiar o clube. E nem os quatro gols contra sua meta silenciaram os quase cem apaixonados presentes. Mesmo com goleada e rebaixamento bem próximo, os rubro-negros baianos só arredaram o pé do estádio quando o árbitro Elmo Alves Resende Cunha apitou o fim do jogo. No fim, ainda fizeram uma reclamação da arbitragem.

– O juiz não marcou aquele pênalti (no Dinei, quando o jogo ainda estava 1 a 0 para o Flamengo). Depois a equipe entrou e desespero e tomou três gols – disse Ademir Borges, que veio da Bahia apenas para assistir o confronto.

Fonte: GE

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