Sovas esclarecedoras.

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As duas tundas consecutivas que o Flamengo levou do Atlético Mineiro (na Copa do Brasil e no segundo turno do Brasileirão) evidenciaram algo que os torcedores conscientes já sabiam: esse elenco rubro-negro é fraquíssimo. Indigno de vestir o Manto Sagrado. Incapaz de ganhar qualquer coisa importante, mesmo em campeonatos de nível técnico medíocre, como os nossos.

Se a atual diretoria cumprisse suas promessas de campanha e montasse uma equipe à altura da gloriosa história do Mais Querido seriam bem poucos os jogadores do grupo atual que mereceriam seguir no clube. Talvez Éverton, Canteros, Samir, Gabriel… e vai parando por aí. Paulo Victor poderia ser um bom reserva, Eduardo da Silva, Alecsandro e talvez Nixon, idem e nada além (com todo respeito a Leonardo Moura, ele não tem mais pernas para jogar na lateral. Levou um banho anteontem, no Horto!).

É claro, conforme o gosto de cada um, poderiam se salvar ainda alguns outros poucos. Mas o fato é que, se quiser disputar uma temporada decente, o Flamengo precisará contratar, no mínimo, três jogadores daqueles capazes de fazer a diferença. Um tipo de craque que, simplesmente, não existe no Ninho do Urubu nos dias de hoje. E, além destes, mais uns quatro ou cinco capazes de trocar cinco passes seguidos, sem errar, e de chutar no gol, ao invés de alvejar a linha lateral, como fez Elton o outro dia.

A pergunta que não quer calar, aliás, é: quem foi o gênio que sugeriu a contratação do Élton? Deve ter sido o mesmo que doou Hernane para os árabes…

Êxtase e agonia

Lembra da escalação do Botafogo, em 2013? Vamos a ela: Jefferson, Lucas, Bolívar, Dória e Júlio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellyppe Gabriel e Lodeiro; Seedorf e Rafael Marques (Vitinho era banco). Técnico: Oswaldo de Oliveira. Esse time foi campeão estadual sem necessidade de final (ganhou os dois turnos) e acabou o Brasileiro na quarta colocação, garantindo uma vaga na Libertadores.

De lá pra cá, muita gente saiu, é verdade, mas pelo menos seis jogadores titulares do ano passado continuavam no elenco este ano (até o afastamento dos quatro “rebeldes”). Claro, a falta de um craque da dimensão de Seedorf abala qualquer equipe. Mas daí a acabar rebaixado, como deve ser o Glorioso?

O que transformou o êxtase de 2013 na agonia de 2014 foi, na verdade, a caótica situação financeira, gerada pela sonegação que resultou na exclusão do Ato Trabalhista e no bloqueio de 100% das receitas do clube. Foi assim que Maurício Assumpção, de dirigente moderno, criativo e inovador se tornou um dos mais odiados pela torcida alvinegra.

Quando a bola não entra, não tem jeito. E é por isso que é bom os cartolas do Fla colocarem as barbas de molho.

Fonte: Blog do Renato Maurício Prado

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