Temporada de mala branca.

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Mais um final de Campeonato Brasileiro vai chegando e com ele o assunto “malas” (no sentido financeiro ou até mesmo no sentido de chatice) retornam com força total. Sejam elas brancas ou pretas, o tema domina tanto as rodas de conversa entre amigos, como as infindáveis mesas redondas de TV e rádio. Afinal, qual o limite da ética para o recebimento de incentivos em dinheiro? Pode um time que não almeja mais nada no campeonato, receber verba para vencer alguma partida que beneficie outra equipe?

Neste ano, o Flamengo encontra-se em uma situação que não aspira a mais nada nas últimas quatro partidas da competição. Livre do risco de rebaixamento e sem possibilidades de G4, o Rubro-Negro carioca passou a fazer simples amistosos, chegando a vender até mesmo alguns mandos de partidas, como no último domingo contra o Criciúma (Maranhão) e Vitória (Manaus), na próxima rodada. Contudo, com as partidas que teve neste período, a influência no destino de outros times do campeonato passou a ganhar peso. Os jogos contra o Criciúma e Vitória passaram a ser vitais para equipes que lutam contra o descenso, principalmente Botafogo e Palmeiras. Além disso, na última rodada o Mais Querido enfrentará o Grêmio que briga por uma vaga na Libertadores contra Corinthians, Internacional e Fluminense.

O técnico Vanderlei Luxemburgo já abriu a possibilidade de escalar jogadores que não vinham sendo aproveitados, para realizar testes, nas duas últimas partidas. Em contrapartida, o zagueiro Chicão deu uma entrevista que afirma que não vê nada demais em receber incentivo extra para vencer uma partida.

“Para mim, desde que seja um prêmio para ganhar o jogo, não há nada de errado. Por que não? O que não pode existir é um pagamento para um time perder. E isso, graças a Deus, eu nunca vi no futebol”, comentou o zagueiro ao jornal ‘Diário de São Paulo‘.

O xis da questão é esse. Como encarar como normal uma situação de recebimento de dinheiro vindo de outra equipe, para os jogadores correrem e tentarem uma vitória? Não seria papel dos profissionais que são regiamente recompensados com salários milionários desempenhar seu papel da melhor maneira possível, independentemente da situação em que se encontrem?

Desta forma, vemos que realmente o futebol é um mundo à parte. Com seus códigos e éticas diferentes e distantes do mundo real e dos reles mortais torcedores, que começam a se questionar se um jogador pode receber dinheiro para vencer uma partida, não estaria ele tentado a receber para perder e entregar outras?

Está lançado o debate: o que você acha desta polêmica que promete tomar fôlego e dominar os noticiários nas próximas duas semanas?

Fonte: Falando de Flamengo

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