Um Flamengo covarde.

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Quando se desenrolava o segundo tempo no Mineirão, era difícil saber qual seria o maior milagre: o Atlético-MG enfiar um segundo 4 a 1 e se classificar ou o Flamengo passar à final com o futebol horroroso que apresentava? Deu a justiça: o Galo repetiu o milagre, deu nova virada em outro gigante do futebol brasileiro, e acabou com a sina de eliminações diante do rival rubro-negro.

No início do jogo, ficou claro que o time carioca não tinha aprendido com os erros cometidos pelo Corinthians no Mineirão. Com dois gols de vantagem, resolveu aceitar a pressão de bolas pelo alto do Atlético-MG. E já podia ter saído um gol ali, mas não aconteceu por sorte quando Diego Tardelli mandou a bola na trave.

Quase repetindo o roteiro da partida diante do corintianos, mais uma vez, Éverton arrancou sozinho e chutou no canto para dar a vantagem para o Flamengo. Aumentou o grau de dificuldade, em muito, e o Galo tinha que marcar quatro gols.

Mas o Atlético-MG é gigantesco diante da adversidade. E provou isso com as suas bolas pelo alto, e contanto com os erros do Flamengo que se deixava acuar. E saiu o gol ainda no primeiro tempo marcado por Carlos em cruzamento.

Após o intervalo, nada mudou. O Galo era grande, e o time rubro-negro se portava como um time pequeno. O time mineiro conseguia jogar mais com a bola no chão e foi assim que a roubou a um distraído Eduardo da Silva. O contra-ataque foi mortal e acabou nos pés de Maicosuel para meter no canto.

Em desvantagem , o técnico Vanderlei Luxemburgo, que já errava na escalação do time com uma zaga baixa, cometeu várias falhas seguidas e entregou o jogo para o rival. Tirou Eduardo da Silva por um Luiz Antônio que está em péssima fase e foi nulo. Ainda colocou Élton na frente para matar de vez o ataque do Flamengo.

Pronto, estava feito o cenário para a pressão total atleticana. Dátolo chutou da entrada da área e aumentou o placar. A partir daí, era uma questão de tempo. Com a torcida do Galo enlouquecida, Luan aproveitou mais uma falha rubro-negra em bola na área e tocou para fazer o gol. Justo, justíssimo, e heróico de novo.

Desta vez, com um gostinho a mais porque sobre o maior rival interestadual do Galo. O time tinha sido eliminado pelo Flamengo em dois Brasileiros e uma Libertadores, na década de 80. Ainda caíra na Copa do Brasil. Descontou com uma goleada em jogo decisivo. E agora pegará o rival Cruzeiro. Pelo histórico, é melhor para os atleticanos perder o primeiro jogo.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos

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