Cruzeiro e São Paulo mostraram força no início dos tempos.

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Com 67 gols em 38 partidas, média de um 1,7 por jogo, o poderio do ataque cruzeirense foi um dos principais trunfos da equipe para conquistar o bicampeonato brasileiro com três rodadas de antecedência. E os números do Espião Estatístico apontam uma eficiência marcante do time do técnico Marcelo Oliveira no segundo tempo, principalmente nos primeiros 25 minutos. Ao todo foram 41 bolas nas redes dos adversários (61,1% do total) após o intervalo – e 19 gols sofridos – confirmando 18 das 24 vitórias celestes na competição neste período.


Os três triunfos decisivos em sequência sobre Santos, Grêmio e Goiás nas rodadas 34, 35 e 36, respectivamente, provaram a força do Cruzeiro na etapa final. Contra o Peixe, na Vila Belmiro, o meia Ricardo Goulart marcou o gol que deu a vitória por 1 a 0 aos sete minutos da etapa final. Quatro dias depois, após sair atrás no placar contra o Tricolor Gaúcho, a equipe cresceu após o intervalo e garantiu a virada com Goulart, de novo, e Éverton Ribeiro, na Arena do Grêmio. Por fim, a dupla voltaria a funcionar na rodada seguinte, na vitória por 2 a 1 diante do Esmeraldino, no Mineirão, com o gol do título marcado pelo camisa 17 também no segundo tempo.

Vice-campeão, o São Paulo destacou-se no primeiro tempo. Os comandados do técnico Muricy Ramalho marcaram 27 gols a primeira parcial, sendo 19 nos primeiros minutos, quando só tomaram quatro. Outro tricolor, o carioca, também teve ótimo desempenho na primeira parcial. Fez o mesmo número de gols do xará paulista, entretanto, com uma maior eficiência a partir dos 25 minutos, quando balançou as redes dos rivais em 16 oportunidades. A equipe de Cristóvão Borges, aliás, se mostrou forte no mesmo período no segundo tempo. Marcou 21 gols no fim.

REBAIXADOS SOFREM NO FIM

Por outro lado, os times da parte debaixo da tabela tiveram um rendimento ruim no final de cada tempo. Os rebaixados Vitória e Criciúma sofreram 20 e 19 gols, respectivamente, nos últimos 25 minutos das partidas. O Tigre ainda tomou outros 20 no início da etapa final, se tornando o time que mais foi vazado após o intervalo de jogo.

O intruso na lista dos cinco times que mais tomaram gols depois de voltar do vestiário é o São Paulo. O Tricolor Paulista teve desempenho semelhante ao das piores equipes, tomando 29 gols no total na última parcial.

No primeiro tempo, o pior foi do Palmeiras, que escapou por pouco de retornar para à Série B em 2015. O Verdão tomou 30 gols na etapa inicial, sendo 16 deles do meio para fim. O Coritiba foi outra equipe a mostrar deficiência defensiva, mas nos primeiros 25 minutos do jogo. Apesar de ter tomado seis gols a menos, sofreu os mesmos 16 neste período.


Fonte: GE

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