Elenco de férias, diretoria trabalhando. Assim tem sido o fim de 2014 para os clubes brasileiros. O Flamengo não é exceção.
Aliás, no rubro-negro, a maior contratação até o momento foi a chegada de Rodrigo Caetano, para ser o novo diretor executivo de futebol.
Aqui, analisaremos cada um dos setores do time rubro-negro e avaliaremos quais as reais condições do Mengão para 2015.
Em meio a uma série de dificuldades vividas em 2014, um atleta tem razões de sobra para comemorar no Mengão: Paulo Victor.
Prata da casa, o goleiro de 27 anos tornou-se titular depois de 8 temporadas no elenco profissional. Ágil, seguro, com bons reflexos e pegador de pênaltis, Paulo Victor virou xodó da torcida e foi elogiado publicamente pelo técnico Vanderlei Luxemburgo em diversas oportunidades.
Claro, alguém “pagou” para que o novo camisa 1 rubro-negro pudesse brilhar. E quem dançou foi Felipe. Titular entre 2011 e parte de 2014, o ex-corinthiano está de saída do clube.
Nesse cenário, os jovens César e Daniel integrarão o elenco, recebendo mais oportunidades daqui pra frente.
2. Laterais: precisa de reforço!
As laterais do Flamengo estão em mudança. A esquerda, que foi compartilhada por André Santos e João Paulo nas últimas duas temporadas, terá um novo titular: Anderson Pico, que foi contratado de forma inusitada, teve seus vencimentos renovados por mais duas temporadas. O reserva, por enquanto, será alguém da base, com o jovem Thalysson brigando por um lugar no banco. Mas a comissão está de olho em reforços. Nomes como Más (San Lorenzo), Casco (Newell’s) e Alex Telles (Galatasaray) já foram especulados e não deve tardar até que o clube anuncie um novo jogador para o setor.
Na direita, a mudança deverá ser mais drástica. Tudo indica que Leo Moura, titular da posição nos últimos 10 anos, não renovará seu contrato, abrindo espaço para um novo camisa 2. Leo, contratado para ser reserva em 2014, terá oportunidade de mostrar serviço. Outro atleta que deve chegar para compor o setor é Pará, do Grêmio. O lateral viria como parte do pagamento de uma antiga dívida que o clube gaúcho tem com o Flamengo.
3. Zagueiros: pode melhorar…
A diretoria não tem falado em nomes para reforçar o miolo de zaga do Flamengo. Atualmente, o clube tem em Wallace e Samir a dupla que mais vezes atuou junta nos últimos dois anos. No banco de reservas, estarão sentados Marcelo, que renovou seu contrato de empréstimo com o Mengão, e Erazo, que flertou com uma saída do clube, mas resolveu dar uma chance a mais para brilhar. Complementando o setor, o clube ainda conta com os jovens Frauches e Fernando, podendo ter ainda a volta de Welinton.
Dos zagueiros que estiveram no clube em 2014, apenas Chicão saiu do Flamengo.
A diretoria não fala em nenhuma contratação para o setor e, a não ser que exista uma oportunidade muito boa no mercado, a tendência é que o Flamengo não contrate ninguém para o setor.
O início de 2014 foi conturbado para o Flamengo nesse setor. Primeiro, o time perdeu Elias, destaque absoluto da equipe no ano anterior; segundo, viu Luiz Antônio entrar na justiça contra o clube, deixando o setor esvaziado para a disputa da Libertadores da América. O encanto sobre o bom desempenho do Amaral também se encerrou com 10 minutos de disputa do torneio continental, evidenciando um problema no elenco.
Ao longo da temporada, as coisas foram se acertando. Cáceres encontrou seu melhor jogo; Márcio Araújo, tão criticado em outros clubes, mostrou-se melhor que a encomenda; por fim, Canteros foi a contratação mais acertada do meio de temporada, dando opções e variação ao time. Os três seguirão no clube em 2015.
Outros nomes do setor, como Luiz Antônio, Amaral, Recife e Muralha, ainda não têm permanência garantida. O baixo desempenho dos atletas na temporada deve abrir espaço para a chegada de outros jogadores.
Para um torcedor rubro-negro, a ideia de não ver um camisa 10 de peso no seu time é inconcebível. Mas a realidade é que dificilmente o Mengão investirá pesado na contratação de um armador clássico.
Por isso, é bom se acostumar com a ideia de que o elenco terá poucas mudanças no setor. A favor do rubro-negro, pesa a boa temporada de Gabriel e, principalmente, de Éverton. Juntos, eles marcaram 19 gols e participaram de mais 15 outros. Velocistas, imprimem ao time um estilo de jogo ofensivo e marcação desde o campo de ataque.
Mas há outras variações. Eventualmente, Canteros joga mais a frente (como nos tempos de Vélez) e cria opções para o time jogar com a bola nos pés. No banco, o jovem Mugni teve altos e baixos na temporada, mas depois de uma temporada já estará mais ambientado, pronto para dar uma resposta ao torcedor. Completam o setor os jovens Negueba e Mattheus, além do recém-contratado Arthur Maia.
A diretoria estuda a contratação de um nome mais impactante. Mancuello (Independiente) e Dudu (Dínamo Kiev) foram cogitados com força recentemente.
6. Ataque: pode melhorar…
O ataque rubro-negro terminou a temporada desfigurado. Os titulares do início da temporada, Hernane e Paulinho, saíram do time – por razões diferentes. O “Brocador” foi vendido ao Al Nasr, enquanto que o camisa 26 sofreu uma grave contusão no joelho. Artilheiro do time na temporada, com 21 gols, Alecsandro foi outro que sofreu uma grave lesão e só volta no início do ano que vem. Eduardo da Silva, o talismã, também teve suas dificuldades de adaptação, especialmente na parte física. Quem terminou o ano em alta foi Nixon: de quase dispensado, ele terminou como um dos goleadores do time na temporada.
Igor Sartori e Elton não agradaram e podem sair – Igor seria emprestado para ganhar experiência, enquanto que o rodado atacante seria devolvido ao Corinthians. Arthur, vindo do Londrina, já foi embora.
A diretoria estuda a contratação de um ou outro jogador para o setor. Joel (Coritiba) foi sondado, assim como Lucas Pratto (acertou com o Atlético-MG). O clube só deverá trazer jogadores que sejam compatíveis com a nova realidade financeira do Flamengo.