Categorias de base: títulos ou formação?

Compartilhe
Com as férias e o início da pré-temporada no futebol brasileiro, a lacuna vai sendo preenchida pela Copa São Paulo de Futebol Junior (mais conhecida como ‘Copinha’).

Assistindo aos jogos do Flamengo na competição e depois do Livecast com Mauro Cezar Pereira aqui no Falando de Flamengo, fiquei pensando a respeito da formação de nossos jogadores na divisão de base.

Vendo mais de perto o time rubro-negro, vemos que não temos grandes valores a despontar nos próximos anos. Junte-se a isto o fato que o Flamengo há tempos não consegue revelar jogadores como nos idos dos anos 1970/1980. Qual seria o motivo para tal declínio técnico nas nossas divisões de base?

Longe de mim querer ser o dono da verdade e o inventor de uma fórmula mágica para sanar esse tipo de problema. Contudo, avaliando o que vai acontecendo nas bases dos clubes brasileiros, podemos ter um panorama do que vem acontecendo.

Em primeiro lugar, a cultura da formação da base mudou. Se antes tínhamos a preocupação de revelar jogadores, hoje estamos muito mais preocupados em ganhar títulos, o que ocasionou nos técnicos priorizarem jogadores mais fortes, mais defensivos e o pragmatismo de se jogar por resultados. Esse é um dos pontos para a extinção do nosso típico ‘camisa 10′.

Este fato é ilustrado com a seguinte reflexão: ‘Quantos títulos de Base a geração de ouro do Flamengo ganhou?’ x ‘Quantos jogadores foram revelados?’.

Outro problema é a falta de estrutura dos clubes na base, sem um acompanhamento psicológico, que faz com que se percam muito dos valores revelados e também os jovens atletas sejam tratados como estrelas, sem limites, responsabilidades e disciplina. Isso sem falar na entrada maciça de empresários, que vão empurrando seus jogadores, grande parte das vezes de qualidade duvidosa e da famigerada Lei Pelé.

A saída passaria por uma mudança de cultura e uma modernização na gestão da base. Por exemplo: fazer um contrato longo com o treinador da categoria e colocar metas de revelação de jogadores, e não metas de títulos, que obviamente seriam consequências do bom trabalho.

Melhor revelarmos 2 ou 3 excelentes jogadores por ano, do que ficarmos lutando por Copinha, Otávio Pinto Guimarães e outros torneios de base e não ter retorno com a revelação de jogadores, vide o exemplo da geração campeão de Negueba, Frauches, Thomás etc, que praticamente se perdeu sem o retorno que foi projetado na ocasião.

Fonte: Falando de Flamengo

Notícias recentes

  • Manchetes

Boto dá detalhes sobre negócio por Thiago Almada e coloca Evertton Araújo ‘à venda’ no Flamengo

O que disse José Boto em entrevista exclusiva ao Coluna do Fla?   A janela…

09/07/2026
  • Destaque

Bayern de Munique sonda contratação de joia do Flamengo

Qual é a promessa do Flamengo que está atraindo o interesse do futebol europeu? O…

09/07/2026
  • Manchetes

Matheus Gonçalves, do Al Ahli, manda recado a Lorran e Wallace Yan após jogo do Flamengo

O que Matheus Gonçalves disse a Lorran e Wallace Yan?   Lorran e Wallace Yan…

09/07/2026
  • Destaque

Esportiva Bet paga odd 18 para Mbappé marcar gol em jogo da França x Marrocos, pela Copa do Mundo

Esportiva Bet lançou odd especial para as quartas de final da Copa do Mundo As…

09/07/2026
  • Notícias

Flamengo adquire carga de ingressos para jogo contra a Chapecoense na Arena Condá; veja detalhes

Venda de ingressos para os torcedores começou na manhã desta quinta-feira (09) O Flamengo retorna…

09/07/2026
  • Notícias

França x Marrocos: onde assistir ao vivo, palpites e prováveis escalações

Quais as expectativas de França x Marrocos, na Copa do Mundo? As quartas de final…

09/07/2026