Copinha consagra valores que Cariocas não aproveitaram.

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Gilmar Ferreira – A conquista do nono título do Corinthians na Copa São Paulo contou com a participação de três jovens que decidiram não fazer carreira no futebol carioca.

O primeiro, e mais decisivo, é o atacante Gabriel Vasconcellos, nascido em 1996, trazido de Rondônia para o Fluminense, em 2010, aos 13 anos.

Apesar do bom rendimento na base tricolor, o menino deixou as Laranjeiras no ano passado por não chegar a um acordo para assinatura de contrato.

Na negociação que possibilitou a transferência para o Corinthians, o Fluminense ficou com 30% dos direitos econômicos.

O outro campeão corintiano que poderia estar dando seus primeiros passos por um clube carioca é o também atacante sul-matogrossensse Lauder.

Igualmente nascido em 96, o menino foi trazido para São Januário em 2011 destacando-se na conquista do Estadual sub-15 do mesmo ano.

Em 2012, brilhou na Copa Internacional Al Kass sub-17, no Catar, mas em 2013 deixou o clube por questões financeiras e acertou com o Timão.

E o terceiro, que vim saber mais tarde, depois de postar este texto, é o lateral-direito carioca Léo Príncipe.

Este iniciou a carreira no Vasco, por onde jogou em 2011, 2012 e 2013, saindo então para o Flamengo após a Copa do Brasil sub 17.

Um ano depois, também trocou a Gávea pelo Parque São Jorge aproveitando a política da “meia confecção” do clube paulista.

Aliás, no comando do campeão da “Copinha” de 2015 um outro profissional conhecido dos cariocas, em especial dos tricolores.

É o técnico gaúcho Osmar Loss, que teve breve passagem pelo Fluminense em 2010, dirigindo os juniores e auxiliando os profissionais.

Formado em educação física e com longo trabalho desenvolvido nas divisões de base do Internacional, Loss é estudioso e conhecedor da categoria.

Chegou ao Parque São Jorge em 2013 e desde então seus números impressionam os corintianos.

Nos 89 jogos em que dirigiu o sub-20 do Corinthians, Loss obteve 63 vitórias, 21 empates, e cinco derrotas.

E não só _ aliás, eu diria que o bom rendimento não é sequer o mais importante.

Atribui-se ao técnico o mapeamento de bons valores que são trazidos para o clube, como o atacante Marciel.

Quando passou pelas Laranjeiras, em 2010, Loss levou para o Tricolor três jogadores não utilizados na base do Internacional:

O atacante Samuel, emprestado ao Sport, o lateral esquerdo Fernando Neto, ainda por lá, e o meia Higor, emprestado ao Criciúma.

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