Todos sabemos da crise econômica que assola o mundo. Temos acompanhado gigantes europeus tendo que segurar a marimba porque as contas estão estouradas. Estamos vendo a ascensão de mercados antes pouquíssimos valorizados como por exemplo o chinês. Jogadores promissores preferem jogar a carreira fora em troca da segurança que o dinheiro traz.
O Brasil, que nos últimos anos foi visto como um mercado em ascensão, entornou o caldo. Dirigentes irresponsáveis começaram a inflacionar o mercado achando que o “crescimento” econômico do país e a nova distribuição de dinheiro das cotas de TV fossem transformar instituições arcaicas em grandes impérios. Mas enfim a conta chegou. E as contas vieram devastando clubes que tiveram a faca e o queijo na mão para enfim conseguirem a tão sonhada auto-suficiência responsável. O Santos talvez seja o maior exemplo atual. Era um clube teoricamente organizado, com uma base excepcional, nos últimos anos venderam Diego, Robinho, Elano, Leo, Rafael, Renato, Neymar, Ganso e outros… fizeram fortuna e ainda assim conseguiram destruir todos os ganhos que quase duas gerações renderam ao clube. Hoje vendem o almoço pra comprar a janta. E podemos passar pelo Grêmio que está sofrendo com penhoras, Corinthians que “milagrosamente” conseguiu uma baita reestruturação, ganharam Libertadores, mundial e… conseguiram voltar ao negativo. A realidade é outra e o futuro que muitos imaginavam ser bem diferente, chegou. Clubes brasileiros que são estruturados tiveram que segurar a mão na montagem de seus elencos. São Paulo que costuma ser extravagante se contentou com a tradicional malha Hering, Cruzeiro Bicampeão Brasileiro perdeu diversos jogadores e até agora nada de excepcional chegou.