
– É a realidade, e você tem que fazer contratações inteligentes e pontuais. Porque eu vejo o pessoal falar que ‘o Luxemburgo só trabalha com craque’. Pera aí, mas quando eu contratei o Rivaldo, contratei o Fábio Conceição, o Roberto Carlos, o Juninho, nenhum era craque, eram todos como estes jogadores que estou contratando agora no Flamengo. Então, depois eles se tornaram craques. Quando cheguei no Bragantino, eu fui no Fluminense e contratei oito jogadores do juniores que ninguém conhecia. E nisso estava o Alberto, o João Santos, o Donizete… Uma série de jogadores que hoje a gente conhece. Então, isso eu já faço a bastante tempo. Agora, quando nós montamos aquele time do Palmeiras de 96, time de cento e poucos gols, eu tinha Djalminha, Luizão, Júnior, Fábio Conceição, Amaral, todos jogadores emergentes, que ninguém sabia o que iria acontecer. Mas aí eu fui lá e contratei o Muller, uma contratação cara mas que era importante para dar o status de equipe e ser o jogador responsável. Então, o Flamengo está fazendo isso de novo, estamos na expectativa de contratar um jogador que chegue e seja uma referência, além de contratar moleques que apareceram no Campeonato Brasileiro. O Arthur Maia: vi o jogo contra o Fluminense, no Maracanã, e ele arrebentou com o time do Fluminense. Jogou contra mim e eu não conseguia parar essa movimentação dele, e é um jogador jovem… O Pará é um jogador que a gente já conhece a bastante tempo. Foram contratações que o time não teve um investimento muito grande. O Marcelo Cirino é um jogador que todo mundo queria no mercado, mas que o Flamengo teve uma ação diferente, e a diretoria está de parabéns. Nós ficamos quase 60 dias negociando. Foi uma contratação inteligente porque o Flamengo vai ter a responsabilidade de pagar um jogador de 22 anos e que todo o mercado estava afim, em três anos. E todo mundo espera que seja um jogador diferenciado neste campeonato. Então, isso é algo que eu já faço a muito tempo. E os Clubes deveriam se cuidar como o Flamengo está se cuidando. Equilibrar as suas finanças, ser responsável na parte administrativa, colocar um percentual, um valor, para que você trabalhe em cima dele atrás de um jogador, e você tem que se virar. No futebol europeu também não foge muito disso. Você trabalha com orçamento. O orçamento é tanto, então você tem tanto para contratar. Você não pode contratar com um centavo a mais do que aquilo. E estou satisfeito no Flamengo, que mesmo sendo o Clube que eu gosto, que eu torço e amo, vejo que está no caminho certo na parte administrativa, e estamos no caminho certo, neste ano, para ser diferente dos últimos dois, que foram anos difíceis e sem dinheiro. Agora, já estamos um pouquinho mais folgados para montar uma equipe melhor.
Matéria redigida por Eduardo El Khouri
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