O dilema ofensivo rubro-negro.

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“Mudança de direção e ocupação de espaço”: Esta é a definição que o técnico Vanderlei Luxemburgo dá para o ataque do Flamengo. E foi assim que esboçou o time durante a pré-temporada, escalando o quarteto ofensivo contendo Gabriel, Everton, Eduardo da Silva e Marcelo Cirino. Teve duas oportunidades, testando-os no jogo treino contra RB Brasil e, mais recentemente, contra o Shakhtar Donetsk.

Quem acompanhou os jogos amistosos deve concordar que a expectativa foi imensa, porém o rendimento dos quatro, juntos, foi muito abaixo do esperado, e a maior prova disso foi o fato do time ter sofrido uma breve “melhora” somente após as alterações feitas neste esquema tático, incluindo Arthur Maia para compor o meio de campo e sacando ou Eduardo ou Marcelo do time. Graças a isso, o time chegou de forma mais precisa e perigosa ao gol do adversário.

Mesmo assim, percebe-se que isso ainda não foi suficiente, já que o Flamengo não venceu nenhum dos dois jogos disputados (não que a vitória seja mais importante, mas o desempenho do time ainda deixou a desejar). Fica claro que o time tem qualidade, mas que ainda há ajustes a serem realizados, de forma que a equipe faça jus às expectativas plantadas nos 11 jogadores que entram em campo para honrar o manto sagrado.

Alguns torcedores acreditam que o atacante Marcelo não deva jogar como centroavante (o próprio jogador afirmou ter preferência atuar pelos lados), e muito menos Eduardo compor o meio de campo, pois os dois, mesmo invertendo as posições, não dão “gordura” às tentativas de ataques feitas. Ora a bola não chega no atacante mais avançado, ora não há atacante pra receber as boas bolas que podem sair dos habilidoso pés de Hector Canteros ou das arrancadas de Everton e Gabriel.

Seria o correto escalar Marcelo e Everton caindo nas pontas, com Gabriel compondo o meio de campo e Eduardo mais centralizado? Ou Gabriel e Everton deveriam revezar nas pontas? Há espaço para Arthur Maia neste time, já de cara ou ele ainda precisa mostrar que está pronto para suportar o peso da camisa rubro-negra? São as perguntas que talvez a maioria dos rubro-negros esteja se fazendo.

Com a chegada de Marcelo e a recuperação de Paulinho, sem esquecer-se do Alecsandro, o ataque rubro-negro vivenciará indefinições sobre a possível escalação titular. Mas o que renderá mais, a escalação de um time mais veloz e com jogadores mais experientes, mesmo atuando em posições diferentes ou, o saque de um jogador ofensivo para a escalação de um meia de origem? Escalar um centroavante fixo ou um jogador livre? Bem, deixamos isso ao professor Luxa decidir qual será o melhor, quem sabe, não chegue logo o tão esperado 10, e apimente ainda mais essa discussão.

SRN!

George B. Mendes e Murillo Penze

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