
República Paz e Amor – O mês de janeiro, pródigo na cobrança de taxas e tributos, ainda nem acabou e o Mengão, altaneiro e naturalmente vocacionado para o protagonismo, já larga na frente e conquista seu primeiro caneco de 2015. Não é mole, não. Já tô cansado de gritar É Campeão! E muita atenção na contagem, mulambada. Já são dois (02) os títulos conquistados nesse começo de ano. Não se esqueçam que segundo a vanguarda intelectual vascaína nossos jogos contra a bigoda são um campeonato à parte.
Muito bom pra zoar a freguesia, afinal, enquadramos categoricamente bambis e bacalhaus e deixamos seus fanfarroníssimos dirigentes sem discurso. Mas, cá pra nós, o valor de face desse Torneio Super Series que acabamos de abiscoitar não está lastreado no Banco Central. No mercado vale pouco, quase nada.
E tem que valer pouco mesmo. Todo mundo viu que os times ainda estão despertando lentamente daquela letargia provocada pelas férias. E todo mundo viu também que o microclima da região manauara é infesto à boa prática do futebol, por ser quente e abafado por demais. Ainda assim não existe coisa melhor do que ver o Mengão, todo bonito em sua farda rubro-negra, dar aquela volta olímpica marota que leva a Magnética à loucura. É bom ser campeão e foi pra ser campeão que o Flamengo veio ao mundo. Estão de parabéns todos os responsáveis por não permitir que o Flamengo se desviasse de seu destino manifesto (o famoso vencer, vencer, vencer).
Agora que já esculachamos com o torneio que acabamos de vencer não faz mal um pouquinho de oba-oba. O Flamengo jogou direitinho. Mais direitinho do que contra a vasca. O time de 2015 não é muito diferente do de 2014 e sua tônica é na correria. O que parece bastante lógico, já que não temos uma superpopulação de filósofos, intelectuais e pensadores em nossa meia cancha. Quem apareceu surpreendendo no quesito pensar com a cabeça-agir com os pés foi o jovem Artur Maia.
A despeito de jogar com a chuteira rosa da Peppa, Artur Maia jogou que nem homem. Tentou o passe inesperado, se mexeu com desenvoltura, buscou o companheiro desmarcado e ainda teve tempo de perder um golaço. Mostrou personalidade e o Flamengo precisa de personalidade ali na meiúca. Vai que é o Artur Maia o 10 que estamos procurando desde que o Pet largou o futebol? Vamos observar, mas sem secar o moleque, ok?
Mal vejo a hora de começar o Carioca. Já está difícil controlar a ansiedade de ver o Flamengo jogar contra grandes equipes. Deposito grandes esperanças no Macaé, no Barra Mansa e no Bangu (que por razões onomásticas já começa o certame praieiro na liderança) para termos um carioqueta verdadeiramente competitivo. Porque dos nossos fregueses médios (tudo prego) não espero absolutamente nada.
Mengão Sempre
Arthur Muhlenberg
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