São Paulo vence o Vice e faz a final com o Flamengo.

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Para o São Paulo, foi o primeiro jogo da temporada; para o Vasco, o segundo. Os paulistas acabaram levando a melhor na Arena Amazonas, em Manaus, vencendo por 2 a 1, em um jogo equilibrado, pelo torneio amistoso Super Series

Internado no Hospital São Luis, em São Paulo, com uma diverticulite, Muricy Ramalho deve ter ficado satisfeito com o que viu. Para uma estreia no ano, sua equipe buscou bastante o ataque, e criou algumas boas jogadas, principalmente no primeiro tempo.

O Vasco tentou apostar nos contragolpes. Deu vários sustos, marcou um gol e poderia ter saído do jogo com um empate. Em um lance de bola parada, quando tinha um jogador a mais, acabou sofrendo o golpe de misericórdia.

Agora, o clube do Morumbi marca três pontos no torneio, e decidirá o título com o Flamengo, no domingo. O Vasco, que tinha perdido para o rubro-negro na quarta-feira, fica com a lanterna da competição.

Fases do jogo: O São Paulo começou tomando mais a iniciativa de atacar: o meio de campo, já entrosado do ano passado, funcionou bem. Michel Bastos se destacou bastante, e acertou a trave de Martín Silva logo no primeiro minuto de jogo.

O Vasco se fechou, mas sem abrir mão de assustar nos contra-ataques: deu um susto em Rogério Ceni, que precisou espalmar um chute forte de Rafael Silva de dentro da área.

Aos 15 minutos, Michel Bastos voltou a aparecer bem: fez boa jogada pela direita, invadiu a área e rolou para Luis Fabiano. O camisa 9 dominou, e não perdoou: bateu cruzado, no canto direito de Martin Silva, que não teve nenhuma chance de fazer a defesa.

Mesmo na frente, os paulistas continuaram tentando pressionar, e pagaram o preço. Souza recebeu dentro da área, demorou demais e foi desarmado. O contragolpe foi fulminante, e Montoya deixou tudo igual aproveitando cruzamento da esquerda.

O jogo recomeçou mais morno no segundo tempo, com mais cara de amistoso. Nos primeiros 20 minutos, nenhuma grande oportunidade. Aos poucos, os treinadores dos dois lados começaram a fazer algumas substituições e experiências.

O primeiro grande momento da segunda etapa veio, de novo, com Luis Fabiano: o centroavante bateu cruzado, e a bola passou raspando na trave direita. Minutos depois, a bola quase sobrou limpa para Julio dos Santos virar para o Vasco.

Com o jogo mais truncado, apareceu a bola parada. Ganso, aos 33 minutos, cobrou falta na cabeça de Souza, recolocando o São Paulo na frente. Minutos antes, Toloi havia sido expulso – sem o gol, a partida poderia ter ficado complicada para o São Paulo.

O lance acabaria dando números finais ao jogo. O reforço Thiago Mendes, que chegou ao Morumbi depois de um bom ano pelo Goiás, ainda carimbou a trave nos minutos finais.

O melhor: Michel Bastos (São Paulo). Foi o principal articulador de jogadas ofensivas da partida. Acertou a trave uma vez, deu assistência para Luis Fabiano e apareceu constantemente, sempre com perigo.

O pior: Rafael Toloi (São Paulo). Expulsão em amistoso quase nunca é perdoável. Envolveu-se em um lance duro, interpretado como agressão – chutou um adversário. Cartão vermelho justificável.

Toque dos técnicos: Milton Cruz armou o time que vinha sendo trabalhado por Muricy Ramalho, com os reforços Bruno e Carlinhos titulares nas laterais. Ficou claro que a equipe precisará se adaptar à ofensividade da dupla: apesar de sempre perigoso ofensivamente, o time paulista deu muitos espaços, principalmente no lado esquerdo. Armado para explorar a velocidade de Bernardo, Marcinho e Montoya nos contra-ataques, o Vasco conseguiu seguir bem sua estratégia, apesar da derrota. Aproveitou as descidas do adversário para contra-atacar sempre com perigo e contundência.

Para lembrar

Que calor! Já no intervalo, jogadores de ambos os times reclamavam do calor. A todo momento, era possível ver alguém na beira do campo em busca de água.

Afiados. Os goleiros de ambos os times mostraram estrar com os reflexos em dia. Fizeram ótimas defesas e não deram sinais de falta de ritmo, principalmente no primeiro tempo.

Discretos. A torcida não fez muito barulho durante a partida. Em vários momentos, houve silencio, o os gritos dos jogadores e dos técnicos predominaram.

Fonte: UOL

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