Sindicato apoia lei camarada para clubes e irrita Bom Senso.

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Aumentou a pressão nos bastidores para que a presidente Dilma Rousseff aprove a Lei de Responsabilidade Fiscal dos Clubes após drible da “bancada da bola”. Na última sexta-feira, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapef) mudou de opinião e enviou ofício à Casa Civil pedindo a aprovação do texto como está.

Isto é, sem as contrapartidas de responsabilidade e punições aos clubes que não cumprirem a lei, como vêm sendo defendido por parte dos clubes e atletas através do Bom Senso. O ofício foi endereçado ao ministro Aloizio Mercadante, pelo presidente da federação, Rinaldo José Martorelli.

O prazo para decisão da presidente se encerra nesta segunda-feira. Se ela não se manifestar, a Lei será aprovada como está.

“Desde o início entendemos que a lei só faria sentido se o parcelamento fosse acompanhado das contrapartidas. Está incompleta”, disse o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Flamengo, em conjunto com Coritiba, Internacional e Vitória enviaram uma carta à Presidência da República pedindo que a Lei fosse complementada com a inclusão das medidas de responsabilidade.

Segundo o Bom Senso, muitos sindicatos de atletas não estão de acordo com a decisão da Fenapef.

“O que nos parece é que a CBF nestes últimos dias que antecedem a decisão entrou em contato com sindicatos para tentar conseguir apoio para aprovar a lei. Não entendo quais os argumentos e os motivos desta mudança de posição”, questionou o diretor-executivo do Bom Senso, Ricardo Borges.

A CBF foi procurada mas não retornou as ligações.

Para entender:

No fim do ano passado, Câmara e Senado aprovaram a medida provisória (MP 656/2014) que trata de isenção de imposto a importação de aerogeradores, equipamento usado na agropecuária. O parcelamento das dívidas dos clubes foi incluído em emenda do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

Pelo texto aprovado, os clubes poderão parcelar suas dívidas com a União em 240 vezes, com descontos de 70% em multas e 50% em juros, sem, no entanto, terem de cumprir nenhum medida de responsabilidade financeira e de gestão, previstas na discussão da Lei de Responsabilidade Fiscal dos Clubes.

Fonte: ESPN

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