
Globo Esporte – Dois dias depois da confusão que aconteceu antes do empate em 1 a 1 entre Macaé e Flamengo, pela primeira rodada do Estádio Moacyrzão, Ricardo Berna, o principal protagonista do episódio, deu uma entrevista nesta segunda-feira dando mais detalhes sobre o acontecido. Ao vivo ao RJ Inter TV 1º edição, o goleiro do time alvianil mostrou pela primeira vez o corte que sofreu no queixo – segundo ele, oriundo de agressão por parte de um torcedor do Rubro-Negro – e revelou que uma latinha na mão do agressor acabou agravando o ferimento.
– Estávamos na preleção, na área de aquecimento dentro das dependências do vestiário, quando começou começou um barulho muito grande. Achamos que fosse a festa do time aspirante que tinha jogado antes da nossa partida. Mas aí começou o quebra quebra, os gritos de torcida, e a gente entendeu que era algo diferente. Procuramos sair da área de aquecimento e entender o que estava acontecendo. E quando viu, foi difícil de acreditar. Os torcedores estavam invadindo, passando aos montes. Mínimo de 50, não dá para precisar, mas era muita gente invadindo o vestiário, passando, quebrando. Eles diziam que não queriam machucar ninguém, que não queriam roubar nada, mas estavam roubando, batendo, quebrando. Quando passaram do vestiário, foram para o acesso ao gramado e ao outro vestiário. E ali encontraram os seguranças do Flamengo que certamente pediram para eles voltarem – narrou ele.
Segundo Ricardo Berna, a confusão começou a partir do momento em que os invasores não conseguiram seguir adiante e precisaram recuar.
– Ali aglomerou tudo no vestiário e começou a confusão generalizada. Tinha uma senhora com uma criança. Eu vendo aquilo procurei sair de onde eu estava para, sei lá, tentar me proteger. O máximo que a gente podia fazer ali era proteger. Se alguém tentasse reagir, poderia ser algo mais grave. Ali, fui atingido por trás na covardia. O torcedor com uma lata de cerveja na mão me pegou por trás, deu um soco com a lata e estourou a lata na minha cara, e aí aconteceu esse corte. Felizmente, eu estava perto da porta, e o braço dele parou na porta. Senão, seria muito mais grave o ferimento. Só a lata que feriu – concluiu o goleiro de 35 anos.
Nesta segunda-feira, o delegado e o árbitro da partida vão relatar ao Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro o ocorrido. Tanto o Flamengo, por conta da atitude de seus torcedores, quanto o Macaé, por ser o responsável pela segurança, correm riscos de punição. A partida encerrou empatada por 1 a 1, gols de Pipico e Alecsandro.
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