
Globo Esporte – Foram 19 dias sem fazer o que mais gosta e quatro jogos sem vestir a camisa do Flamengo. Tempo e punição suficientes para deixar o “fominha” Marcelinho seco para entrar em quadra novamente. O reencontro com a bola e a torcida rubro-negra aconteceu na segunda-feira, contra o perigoso Macaé, e o saldo não podia ser mais positivo. Além da vitória por 103 a 78, a sexta seguida do atual bicampeão na competição, o ala-armador aprovou seu desempenho individual.
– Fiquei muito feliz em poder voltar a fazer aquilo que eu mais gosto na vida. O que aconteceu passou, já faz parte do passado e o que interessa agora é o futuro. Temos que virar a chave e pensar na Liga das Américas. Sabemos que caímos numa fase semifinal complicada, mas se jogarmos no nível que estamos acostumados certamente vamos nos classificar para o final four novamente – afirmou Marcelinho.
Um dos maiores pontuadores do NBB e principal arma ofensiva do Flamengo, o capitão rubro-negro voltou em grande estilo e anotou 15 pontos nos poucos mais de 17 minutos em que esteve em quadra. Quase três a mais que sua média no NBB 7, de 12,74 em 19 partidas disputas.
Mesmo com números abaixo dos registrados por ele ao longo da carreira, Marcelinho projeta confrontos duros em Mar de Plata, sede da segunda fase da Liga das Américas e diz que no momento o mais importante é ajudar o Flamengo a vencer.
– Minha característica sempre foi arremessar, ser ofensivo. Não necessariamente fazer cestas, mas puxar a defesa adversária e abrir espaço para meus companheiros. É assim que sei jogar e posso ajudar o Flamengo. Fico feliz de ter conseguido fazer isso contra o Macaé e agora temos que virar a chave para a Liga das Américas. Caímos num grupo semifinal complicado. Teoricamente, o Peñarol por jogar em casa e ser um clube argentino seria o adversário mais difícil. Mas é nosso último jogo e podemos já estar classificados ou até mesmo eliminados. Por isso, temos que pensar primeiro no Halcones, do México, que é nosso adversário da estreia – disse o camisa 4 rubro-negro.
Quem também aprovou a atuação do ala foi o técnico José Neto. Um dos responsáveis pelo afastamento do jogador nos quatro últimos jogos, o comandante rubro-negro elogiou seu capitão e mesmo em poucas palavras deixou claro que o problema foi está enterrado e faz parte do passado.
– A força do nosso time é o conjunto e qualquer jogador que fica fora um período por contusão ou qualquer outro problema faz muita falta. Com o Marcelo não foi diferente. É claro que o grupo sentiu, mas mostrou muita personalidade nos jogos em São Paulo e conquistou três vitórias de maneira contundente. Além da ótima atuação dele contra o Macaé, seu desempenho nos treinos durante a semana já havia sido muito bom. Ele demonstrou que estava muito a fim, e é essa atitude que eu espero de um jogador como ele – elogiou Neto.
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