Pará vê árbitro precitado: “Não foi falta.”

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Globo Esporte – Em lance acidental (mentira, porque ele chutou a bola e só depois o avestruz apareceu e colocou a cabeça no chão), Pará acertou o pé direito no rosto do volante Washington e foi punido com o cartão amarelo. Na cobrança, Rafael Forster cruzou, e Nena cabeceou para marcar o gol que ressuscitou o Brasil de Pelotas na Copa do Brasil, aos 47 minutos do segundo tempo. O placar de 2 a 0 para o Flamengo eliminaria o jogo de volta. Antes disso, Pará protagonizou outro lance capital ao bater de fora da área para fazer o segundo do Rubro-Negro, seu primeiro com a camisa do clube. Após o duelo, o lateral-direito, que atuou improvisado na esquerda, fez coro ao treinador Vanderlei Luxemburgo e garantiu que não houve falta no lance derradeiro.

– A gente sabia que seria um jogo muito difícil e que o Brasil, jogando aqui, com o apoio da sua torcida, é muito forte. Quando eu estava no Grêmio, a gente vinha aqui e sofria para levar o empate. Na minha opinião, fizemos um grande jogo. Fizemos dois gols importantes, e o Brasil mesmo já estava se dando como eliminado. Na minha opinião, eles fizeram o gol num lance que não foi falta e o juiz deu. Consegui fazer um belo gol e ajudei minha equipe, mas, no finalzinho, o árbitro se precipitou um pouco. Deu uma falta que não existiu. Mas isso faz parte do futebol. O importante é que estamos levando a vantagem para o Rio de Janeiro, onde sabemos que somos fortes – declarou o jogador.

Pará conta com total confiança de Luxemburgo, com quem já havia trabalhado no Santos e no Grêmio. No Carioca, o camisa 21 chegou a ser vaiado no jogo contra o Madureira, em Volta Redonda, e foi defendido pelo comandante. A situação, segundo jogador e técnico, deu-se muito mais pela presença do ídolo Léo Moura no banco de reservas do que pela atuação de Pará, que assumirá de vez a lateral direita a partir da próxima semana, com a saída confirmada de Léo para o futebol dos EUA – ele vai jogar no Fort Lauderdale Strikers.

– Foi um momento atípico que aconteceu. Acho que ali os torcedores estavam apoiando o Léo Moura, pois se trata de um ídolo do clube. Não à toa que ele tem 10 anos e mais de 500 jogos pelo Flamengo. Então, levo por esse lado, até porque eu estava fazendo uma boa partida. Não procurei dar muita atenção a isso porque estou chegando agora ao clube, procurando meu espaço e tenho certeza que vou crescer aqui cada dia mais – disse Pará.

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