
UOL – Vanderlei Luxemburgo assumiu o Real Madrid no começo de 2005. Você deve lembrar que ele liberou Figo e vendeu Robinho, mas sabe quem mais ele negociou? Você poderá lembrar um a um os reforços de dispensados do treinador.
Logo que chegou ao Real Madrid, em janeiro, Luxemburgo identificou que o time precisava de um volante. Na janela de inverno, o time pagou 3 milhões de libras para trazer o grandalhão Gravesen, do Everton. Ele ficou um ano no clube e seu momento de maior destaque foi uma briga com Robinho em um treinamento.
Com a janela do meio ano aberta, Luxemburgo incentivou o Real Madrid a gastar US$ 50 milhões no atacante, à época uma grande promessa do Santos. Robinho ganhou dois Espanhóis, mas nunca virou o jogador que prometia. Deixou o clube brigado, em 2008, para ir ainda pior no Manchester City.
Em junho, quando pôde decidir mudanças no elenco, Luxa liberou o reserva César para apostar em um jovem da base. Diego Lopez virou o reserva de Casillas pela primeira vez. Ele ainda passaria por Villarreal e Sevilla antes de voltar ao time merengue, em 2013, quando passou a dividir o posto de titular com o mesmo Casillas. Hoje, está no Milan.
Além de Diego Lopez, Luxemburgo também promoveu outro jovem promissor da base do Real Madrid: Roberto Soldado. Embora nunca tenha brilhado no time que o revelou, o atacante fez sucesso em Getafe e Valencia anos depois. Hoje, está no Tottenham, para onde transferiu-se a peso de ouro.
A última contratação do Real Madrid na janela do meio de 2005 foi ninguém menos que Sergio Ramos. Hoje uma bandeira do clube, o zagueiro/lateral estreou com a camisa branca sob o comando de Luxemburgo, que viria a ser demitido no meio daquela temporada. Contratado do Sevilla, ele custou US$ 33 milhões.
Ainda em adaptação ao futebol europeu, Luxemburgo sugeriu várias contratações sul-americanas. Brasileiros, em especial, mas também de outras nacionalidades. Carlos Diogo e Pablo Garcia, que custaram ao todo 5,9 milhões de libras. O primeiro chegou para ser reserva de Michel Salgado na lateral direita, jogou pouco e foi emprestado no ano seguinte. O segundo teve um pouco mais de chance, mas também saiu em 2006.
Julio Baptista foi o segundo brasileiro a chegar para Luxa no Real Madrid. “La Bestia”, como o meia era conhecido, foi comprado do Sevilla por 20 milhões de euros. A bagatela não compensou, e um ano depois o ex-são-paulino foi trocado por Reyes, do Arsenal.
Cicinho foi uma herança de Luxa para o Real. O técnico indicou o lateral, à epoca reserva da seleção brasileira, mas ele chegou apenas em janeiro de 2006, quando Vanderlei já havia sido demitido. Depois de um começo promissor, foi negociado para a Roma em 2007. Mais tarde, ele admitiria que os excessos na noite atrapalharam a passagem por Madri.
César era um veterano em 2005, quando o Real Madrid o autorizou a deixar a reserva de Casillas para ir ao Zaragoza, onde finalmente pôde jogar com frequência.
Quando Luxa assumiu, o Real Madrid parecia estar refém do criticado Michel Salgado na lateral direita. O técnico brasileiro apostou em Carlos Diogo, uruguaio que era do River e deixaria o clube um ano depois. Paralelamente, deixou Juanfran, hoje no Atlético, sair do clube. Não bastasse isso, ainda ignorou Arbeloa, titular atualmente com Ancelotti, que passaria por La Coruña e Liverpool antes de retornar ao clube merengue.
No verão de 2005 o Real já repensava a era dos galáticos, liberando alguns dos nomes mais caros do elenco. Walter Samuel, zagueiro que chegou a Madri com status de melhor do mundo, saiu do clube para Inter de Milão por 16 milhões de euros.
Peça de reposição no elenco do Real, Santiago Solari também foi negociado quando Vanderlei Luxemburgo era o treinador. O meia argentino, que nunca foi titular absoluto em Madri, foi liberado para fechar com a Inter de Milão.
O menino de ouro da Inglaterra passou dois anos no Real e nunca disse a que veio. Quando Luxa trouxe Julio Baptista e Robinho, Owen ficou sem espaço no elenco e aceitou transferir-se para o Newcastle, que pagou US$ 26 milhões no atacante.
A saída mais importante do Real Madrid nos tempos de Vanderlei Luxemburgo foi a de Luis Figo. O melhor do mundo de 2001 não se entendeu com o brasileiro e foi negociado com a Inter de Milão, que já havia levado Walter Samuel e Santiago Solari.
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