ESPN F.C. – A contribuição de Leonardo Moura aos últimos dez anos do clube – três títulos nacionais, para começo de conversa – merecia reconhecimento em alto nível. Flamengo, Nacional do Uruguai, Luxemburgo e a Magnética fizeram sua parte. “Foi bonita a festa, pá”, diz aquela canção. Foi mesmo. Trinta mil presentes, Zico emocionado (algo raro de se ver) e uma vitória simples e honesta. Tudo dentro dos conformes, ainda bem.
Sobre o homenageado, a partida confirmou aquilo que só a desinformação ou a necessidade quase patológica da discordância negam: trata-se de um ídolo. Esteve presente nas más e nas boas (e nas ótimas), aturou o ruído furioso da corneta, foi chamado de vacilão, amarelão, covarde, velho. Capitão ontem pela última vez, Leonardo Moura não tomou o posto de ninguém. Comeu grama (não literalmente), acumulou cabelos grisalhos e perdeu noites de sono no pós derrotas. Se nada disso vale, valem as lágrimas de Zico no intervalo da partida ao prestar seu respeito ao homenageado. O choro de quem discorda da idolatria segue livre.
Para o Flamengo, vencer o Nacional B (quase C) serviu para exibir uma safra que, se não é espetacular, guarda algum alento. Foi bom ver Matheus Sávio, Douglas Baggio, Jajá e Jorge em campo, todos oriundos do Sub 20 rubro-negro. O primeiro fez um gol, o segundo mostrou inteligência e espírito coletivo; o terceiro entrou muito tarde, não teve tempo para dizer a que veio, e o quarto deu a deixa para o que parece óbvio que aconteça até o fim desse ano: estará entre os profissionais. Exemplo disso era o sorriso de indisfarçável satisfação e esperança de Luxemburgo depois do gol de Matheus Sávio.
Cabe notar ainda que dois personagens saíram satisfeitos do Maracanã ontem. Wallace, que há muito merece a faixa de capitão e só não a tinha pela óbvia presença do homenageado, e Paulinho. Destaque na campanha do título da Copa do Brasil de 2013, uma espécie de Everton do lado direito de ataque, o jogador se arrastou por seis meses entre cirurgia, recuperação, volta aos treinos e ontem. Vê-lo claramente ansioso ao ser chamado por Luxemburgo, mesmo que para menos de 15 minutos de jogo, de novo alentou o rubro-negro da arquibancada ou do sofá. Paulinho pode ser valioso na busca do treinador por alternativas que não apenas contemplem a presença de três volantes e nenhum meia-armador.
Todo mundo ficou feliz. Agora todo mundo quer cantar.
Filipe Quintans
Anthony Valencia foi contratado pelo Flamengo recentemente Penúltimo reforço do Flamengo na temporada, Anthony Valencia…
Autores dos gols do Flamengo sobre o Del Valle (EQU), Léo Pereira e Bruno Henrique…
Samuel Lino reclamou de Arrascaeta em jogo recente do Flamengo por não ter recebido passe…
Léo Nannetti e João Victor estão na lista de Paulo Victor para três compromissos durante…
Léo Pereira concedeu entrevista após a vitória sobre o Del Valle (EQU) O Flamengo venceu…
Comentaristas destacaram o protagonismo brasileiro nas quartas de final e cravaram quatro brasileiros nas semifinais…