
ESPN – Desde que saiu do Flamengo, no início de fevereiro, o agora ex-vice de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, garantiu a pessoas próximas que não iria se afastar do clube. A saída seria temporária. Ao participar do Bate-Bola da ESPN Brasil nesta quinta-feira, ele tornou pública a sua intenção: vai voltar. Mas a direção que irá tomar ainda é incerta. Tornar-se novamente integrante da Chapa Azul, o grupo criado por ele próprio que venceu o último pleito, não é garantido. Depende, muito, da postura do atual presidente, Eduardo Bandeira de Mello.
O desgaste apontado pelo ex-vice de marketing como a razão de sua saída teve foco na divergência de ideias com Bandeira. Luiz Eduardo Baptista cobrava uma postura mais enérgica do Flamengo, ainda que tivesse rupturas e consequências, enquanto o presidente sempre foi adepto de maior paciência. O acordo costurado com a Ferj para a realização do primeiro jogo no Maracanã, em meio à guerra de ingressos, foi o estopim para a saída.
“No meu ponto de vista, você querer fazer acordo com quem não tem os mesmos objetivos que você é ficar no zero. Eu não acredito na Ferj. Não acredito no modelo, que é falido. Os números estão dizendo”, disse Bap no Bate-Bola.
Caso Bandeira opte pela reeleição, a tendência atual é de que Bap encontre uma segunda via, com apoio de nomes da situação, para comandar uma nova campanha à presidência, como em 2012. Se um novo nome assumir, a bússola de Bap aponta para um retorno ao grupo. Durante a participação no programa, ele teceu elogios a vários nomes da Chapa Azul. Em nenhum momento citou o presidente. E chamou Wallim Vasconcellos, o candidato inicial ao cargo em 2012 e que acabou barrado por problemas estatutários, de “irmão”.
“O núcleo do grupo que montamos está absolutamente unido. Dizem que nós brigávamos, mas o Wallim (Vasconcellos, vice de patrimônio) é como um irmão que não tive. (Rodrigo, vice de finanças) Tostes é um outro amigo que conquistei. O (Rodolfo, vice de relações exteriores) Landim, o Gustavo (Oliveira) de comunicação. Com certeza a gente vai participar do processo eleitoral do Flamengo no fim do ano”, disse Luiz Eduardo Baptista.
Pouco antes de deixar o clube de forma oficial, Bap já tinha ideia de iniciar o planejamento da campanha para a eleição à presidência. Ativar o contato com os sócios, começar a movimentação nas diversas correntes políticas da Gávea e antecipar o cenário para controlar novamente o complexo tabuleiro rubro-negro. Bap vai mesmo voltar. Mas a união azul ainda está em tom cinza. Depende da bandeira branca da paz completa.
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