Botafogo aproveita volume inócuo do 4-3-3 do Flamengo.

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Painel Tático – Luxemburgo vem mudando o Flamengo. O 4-2-3-1 de rápidos contragolpes na melhor atuação do time em 2015, contra a Cabofriense, deu lugar a um 4-3-3 com Alecsandro na referência, talvez para suprir a ausência de Éverton na construção de jogadas.

Foi o time que entrou no clássico contra o Botafogo, armado no 4-3-1-2 por René Simões. “Mario Bros” surpreendeu lançando Tomás e Jardel nos lados, num 4-4-2 em duas linhas, e dando a bola ao Fla para explorar a velocidade de Jóbson.

Com 60% de posse de bola e 170 passes trocados, o Flamengo teve mais volume de jogo: tocava a bola e explorava os lados com Pará e Léo Moura para furar o bloqueio do oponente, como no frame.

O problema estava na falta de conclusão. O Botafogo, mesmo espaçado (Marcelo Mattos afundava na zaga o tempo inteiro, deixando muito espaço para Arão cobrir) e inferioridade numérica (já que Bill e Jobson não voltavam), conseguia neutralizar na base das rebatidas dos zagueiros: Renan Fonseca fez 23, isso mesmo, 23 rebatidas!

Os problemas dos dois times levaram a um jogo de poucas chances. Vendo que o Fla ganhou o meio-campo e começava a exigir muito Jefferson, René trocou Jardel por Sassá para espelhar o adversário, como ele mesmo citou na coletiva. O objetivo era prender a bola, esperar as ultrapassagens e criar mais situações de gol. Deu certo: o bota subiu a posse e finalizou mais até o fim da primeira etapa.

A razão pelos poucos chutes do Fla é tática: no 4-3-3 as jogadas aconteciam pelas pontas e terminavam numa bola aérea para Alecsandro. Luxa lançou Arthur Maia para melhorar o passe e ocupar a região central do campo: assim ele podia penetrar na área.

Num primeiro momento, Luxa abriu Araújo e o deixou perto de Canteros, com Cirino mais agudo no lado oposto. A ideia era encurralar o Bota e a posse de bola até subiu. Mas novamente, faltava conclusão, ainda mais nesse setor, já que Sassá foi participativo nos movimentos sem a bola.

Já depois de uns 25 minutos, Luxa abriu Arthur na direita e Araújona direita. Com isso, o time voltou a jogar só pelos lados, sem penetração central. Na coletiva, Luxa explicou que a falta de penetração de Canteros pesou para que essa nova formação tática não desse certo.

O Botafogo ficou mais rápido com Gegê no lugar de Jóbon e o 4-2-3-1 dominou as ações ofensivas com velocidade, explorando a espaçada defesa do Fla. Foram 3 bolas no gol, mais intensidade e um gol de Tomás, reprisando o que ele fazia na Série B: aproximava dos pontas, cadenciava e armava.

Luxa disse que não muda nada, mas parece que o móvel 4-2-3-1 com Cirino na referência rende mais no Flamengo, que viu o rival Botafogo superar o “favoritismo” rival e afirmar que, mesmo com problemas, os comandados de René Simões podem superar as adversidades de 2015.

Ver comentários

  • Ainda não assisti o jogo, mas coloquei para gravar porque faço questão de avaliar o time.

    Acho que está na hora do Luxemburgo definir uma forma de jogar fixa, de preferência a que estava dando certo, e deixar o time jogar.

    Claro que tem que ter repertório, algumas formações táticas na manga para usar aqui ou ali, mas o tempo inteiro de invenção não dá.

    Creio que a formação deva ser, mais para frente:

    Paulo Victor. Pará, Wallacer, Samir, Pico; Márcio Araujo, Canteros; Arhtur Maia, Everton e Paulinho. Cirino.

    • Realmente ... Precisa defini um padrão de jogo e criar uma ou duas alternativas na falta ausência de algum jogador ... Time mandou no 1 tempo, parecia o Barcelona de Guardiola, mas qdo luxa trocou Gabriel por Arthur Maia, o time caiu demais ...

  • O time vinha ganhando entrosamento e sequência com Artur Maia. O Everton machuca, o Luxa muda tudo, põe três volantes, tira o Artur e o Nixon - que tb vinha jogando-, põe o AlecCone, Gabriel sem ritmo e a única jogada super previsível com Cirino cruzando. Ai eu pergunto: pra que inventar em vez de dar sequência ao time que vinha ganhando confiança?

  • O time P.Vitor. Samir.Wallace.A.Pico.Para.Jonas,Canteros.A.Maia ou Mugni.Nixon ou Paulinho.M.Cirino.Everton ou Gabriel. Os primeiros sao as primeiras opcoes a nao ser entre Nixon e Paulinho que sao rapidos armam e fazem gols, so que o Paulinho chuta bem de fora da area isso e um trunfo pra ele ser titular tbm!

  • Tinha que manter time que estava ganhando com Arthur Maia, Everton e Nixon. Cirino de central e com dois volantes. Simples. Não se mexe em time que está ganhando. Agora três volantes e o Alecsandro é dose...

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