Na prorrogação, mexicanos calam a torcida rubro-negra no Maracanãzinho e vão à final da Liga das Américas contra o Bauru, que passou fácil pelo Peñarol, da Argentina
A casa e a torcida eram do Flamengo, mas os mexicanos surpreenderam dentro do Maracanãzinho e acabaram com o sonho do bicampeonato rubro-negro na Liga das Américas. O Pioneros repetiu a dose da fase de classificação e derrotou os cariocas por apenas um ponto: 82 a 81. Com 25 pontos do americano Keenan, os visitantes vão à final deste domingo (20h15) enfrentar o Bauru, que mais cedo passou com facilidade pelo Peñarol, da Argentina. Flamengo e Peñarol jogam às 18h pelo terceiro lugar. Apesar da derrota, Marquinhos foi o cestinha do jogo, com 27 pontos.
A PARTIDA
Os mexicanos começaram animados e chegaram a fazer 6 a 2, mas foi só um susto. Com Marquinhos inspirado, o Flamengo anotou dez pontos seguidos, abriu 12 a 6 e fez o técnico Manuel Cintron parar o jogo. O pedido de tempo de nada adiantou, e a diferença subiu para 13. Sem conseguir neutralizar o ataque rubro-negro, o técnico porto-riquenho mexeu por atacado e colocou de uma só vez Beck, Lopez e Manjarres. As mudanças surtiram efeito, os mexicanos marcaram quatro pontos seguidos e diminuíram o prejuízo para nove ao fim do primeiro período.
José Neto trambém mexeu e voltou para o segundo quarto com Benite e Felício nos lugares de Olivinha e Meyinsse. As mudanças demoraram a se encaixar, e os mexicanos tiraram proveito. Com uma corrida de 6 a 0, a diferença caiu para três. Foi a vez de o treinador rubro-negro pedir tempo e parar o jogo, mas quem realmente acabou ajudando o time carioca foi o destempero dos visitantes.
Depois de quase três minutos sem pontuar, Marquinhos acertou uma bola de três e recebeu falta. Os mexicanos não gostaram da marcação, reclamaram e foram punidos com uma falta técnica. O camisa 11 converteu os dois lances livres e chegou aos 15 pontos. Para completar a lambança, Felício anotou mais dois, e o Flamengo fez um ataque de sete pontos.
A diferença que tinha caído para três, voltou a ser de dez. Mas o Pioneros continuava melhor e rapidamente engrossou o jogo novamente. Talvez pelo fato de a equipe carioca ter em quadra uma equipe totalmente diferente, com Marcelinho, Gegê, Benite, Meyinsse e Olivinha.
A formação não funcionou, e o Pioneros passou à frente com dois lances livres de Clemente. Na mesma hora, Neto chamou Marquinhos, Laprovittola e Herrmann. A mudança deu resultado, e, numa jogada de cesta e falta, Marquinhos recolocou os donos da casa na liderança antes do intervalo. Com 18 pontos, o capitão rubro-negro foi o destaque da vitória parcial por 42 a 40. Keenan, com nove, e Clemente, com oito, foram os maiores pontuadores do time mexicano.
O Pioneros voltou melhor do intervalo e passou à frente numa bandeja de Clemente. O Flamengo marcava mal e errava demais no ataque. Neto, então, trocou Olivinha por Benite, mas quem continuava com a pontaria afiada era Marquinhos. Com mais uma bola de três, sua terceira no jogo, o ala devolveu a liderança ao time carioca. Mas o jogo era lá e cá, e os mexicanos não deixavam o jogo escapar. Principalmente o armador Clemente, o motorzinho do Pioneros.
Liderado pelo camisa 21, os visitantes abriram cinco pontos e deixaram o torcedor do Flamengo preocupado. E não era para menos. Os donos da casa continuavam errando muito, principalmente nos arremessos de três. Em 21 bola chutadas, os rubro-negros acertaram apenas cinco. A diferença de três pontos ao fim do terceiro quarto só não foi maior porque os mexicanos desperdiçaram muitos contra-ataques.
Se antes do jogo o discurso mexicano era de tentar engrossar a partida, nos primeiros três minutos do último período era nítida a certeza dos jogadores do Pioneros que era possível vencer o atual campeão no Rio de Janeiro. Enquanto a defesa rubro-negra continuava vacilante e o ataque não fluía, a pontaria adversária ficava mais afiada a cada a jogada. Sete pontos atrás a pouco mais de seis minutos para o fim do jogo, Neto substituiu Marcelinho e Olivinha por Benite e Herrmann.
A vantagem mexicana chegou a ser de oito pontos e quando já parecia que a vaca iria para o brejo, Meyinsse, com uma jogada de cesta e falta, e Herrmann, com uma bola de três, recolocaram o Flamengo no jogo. Com a diferença em apenas dois pontos, o torcedor entendeu o recado e passou a fazer barulho. A pressão funcionou, e Marquinhos ganhou um escudeiro, o argentino Herrmann. Até então apagado, o camisa 1 chamou a responsabilidade para si e empatou o jogo em uma linda jogada individual.
A virada veio com outro argentino. Laprovittola recebeu falta e converteu os dois lances livres. Mas Beck deu o troco e, com uma bola de três, pôs o Pioneros um ponto à frente a menos dois minutos para o fim. Laprovittola deixou tudo igual com outro lance livre. Com o placar empatada, as duas equipes tiveram várias chances para vencer, mas a bola pesou para os dois lados e a partida foi para a prorrogação.
Os erros continuavam, e a liderança pulava de uma banco para o outro. A dois minutos do fim, Benite recolocou o Flamengo em vantagem. Keenan deixou tudo igual. Marquinhos pôs o Flamengo à frente de novo, mas Manjarres recebeu falta a quatro segundos do fim e, com dois lances livres convertidos, deu a vitória ao time mexicano. O Flamengo ainda teve a chance de vencer, mas Herrmann errou embaixo da cesta.
FICHA DO JOGO
Flamengo (BRA): Herrmann (13), Laprovittola (10), Marquinhos (27), Olivinha (2) e Meyinsse (16). Entraram: Marcelinho (2), Benite (5), Gegê (2) e Felício (4). Técnico: José Neto.
Pioneros (MEX): Hernandez (8), Clemente (14), Soriano (12), Southwell (0) e Keenan (25). Entraram: Manjarres (8), Pagan (0), Lopez (8) e Beck (7). Técnico: Manuel Cintron.
Árbitros: Reynaldo Mercedes, Pablo Estevez e Andres Bartel.
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Se existe a necessidade de por jogadores "aposentados" para jogar uma hipotética entrada do Oscar seria menos desastrosa q a permanência do Marcelinho em quadra.
Concordo. O Leo Moura já foi, agora falta o Marcelinho. Merece uma festa de despedida, mas já deu. Fortalecidos com uma "casa" nossa, seremos mais fortes. Arena MC Fla, já!
Continuam sendo o ORGULHO da nação !!
Eu sou rubro negro e não tenho nenhum orgulho em ver uma equipe arrogante e irresponsável usando a camisa do Flamengo.
Esta rolando um movimento estranho com os rubro negros, principalmente na net : É proibido criticar o Falmengo!