Gazeta Esportiva – Depois de despontar no futebol brasileiro pelo Mogi Mirim, Hernane assumiu a camisa 9 do clube de maior torcida do Brasil e deu conta do recado. No Flamengo, o atacante ganhou o apelido de ‘Brocador’ por conta da boa fase e deixou saudades quando se transferiu para o Mundo Árabe. Atualmente, depois de romper contrato com o Al Nassr mediante apoio da Fifa, o brasileiro sonha em voltar ao Brasil para retomar o bom futebol.
Polo atrativo para os jogadores que sonham em se garantir financeiramente, a Arábia não foi uma boa experiência para Hernane. Nos mais de seis meses que atuou na Arábia Saudita, além de problemas burocráticos, o atleta enfrentou dificuldades para se firmar na equipe. Disputou nove jogos, atuando em quatro como titular e marcando apenas um gol. Vítima de atraso salarial, o brasileiro teve que buscar na Fifa o apoio para conseguir romper com o Al Nassr, que além de estar em débito com o jogador, deve cerca de R$ 7 milhões ao Flamengo.
“Conversei com meu advogado e tentamos sair do clube amigavelmente, já que o problema era o não pagamento de salário. Não consegui e fiquei treinando. Depois, não sei o que aconteceu que pegaram meu passaporte e não queriam me liberar nem me pagar. Tive que ir à Fifa, única forma de sair do Mundo Árabe quando eles complicam. Já tem um mês que comecei essa briga com os árabes, vim ao Brasil há dez dias e só estou fazendo academia. Acredito que na próxima semana já voltarei a treinar “, falou ao SporTV.
A fim de voltar a jogar, o brasileiro manifestou vontade de retornar a sua terra natal, mas mostrou que não tem preferência para defender uma equipe apesar de sua identificação com o Flamengo.
“Eu acho que não tenho que ter preferência, estou com saudade de voltar aos gramados e ser feliz fazendo meus gols. Sou profissional, quero jogar futebol e fazer meus gols novamente”, disse, alegando já ter recebido propostas. “Meu empresário falou que tinha interesse do Grêmio e do Santos, mas nada de concreto. Na próxima semana talvez vamos começar a conversar”, acrescentou.
Hernane deixou o Brasil em agosto de 2014, após a Copa do Mundo, como maior artilheiro do novo Maracanã – marca que foi batida por Fred, que foi artilheiro do último Brasileirão, com 17 gols. Em 87 jogos pelo Rubro-Negro, o camisa 9 marcou 45 gols, o que rende média próxima a meio gol por jogo. Ao chegar ao Oriente, teve dificuldades para se adaptar à cultura e ao futebol, e preferiu não levar a família para analisar a cidade.
“A adaptação é complicada, mas em uns três meses consegui me adaptar. Não tem muito o que fazer lá, é do treino para casa. Não levei minha família para conhecer melhor o lugar, e vi que não era o melhor País para viver”, reconheceu.
“O futebol é totalmente diferente. No Brasil, você treina forte todos os dias e lá raramente eles fazem musculação. A quantidade de jogos é menor também”, prosseguiu Hernane, que ainda espera o acerto dos três meses de salário atrasado.
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