
Flamengo em Foco – Durante a semana os eventos políticos em torno da briga da dupla Fla-Flu com a FFERJ ganharam boa parte do destaque nos noticiários graças aos golpes dos comandantes da federação no Flamengo ao suspender Luxemburgo e depois quando o presidente da FFERJ participou por telefone de um programa da ESPN com os presidentes de Flamengo e Fluminense, numa troca de acusações que deixa claro o rompimento de ambos os clubes que tendem a criar uma liga no próximo ano, inclusive já contando com apoio de parte da imprensa, patrocinadores e até de outros clubes, como demonstrado em declaração do presidente do Atlético-PR.
Já na parte esportiva, o Flamengo contava com vários desfalques e durante a semana vários testes diferentes foram feitos nas posições críticas, porém a formação que entrou foi conservadora e a única não noticiada durante a semana. A baixa de última hora foi Paulinho, que parece ter voltado ao relacionamento sério com o DM que manteve no início do ano passado.
Paulo Victor – Pará, Bressan, Wallace, Anderson Pico – Luiz Antônio, Jonas, Márcio Araújo – Marcelo Cirino, Alecsandro, Gabriel.
Na escalação acima o meio poderia jogar tanto em um triangulo de base baixa com Jonas mais à direita, Márcio Araújo mais à esquerda e Luiz Antônio centralizado, quando com base alta deixando Luiz Antônio apoiando na direita, Márcio Araújo livre na esquerda e Jonas centralizando fazendo a cobertura a zaga. Essa variabilidade foi bem explorada durante o jogo, quando o Flamengo começou com o triângulo de base baixa e, com a expulsão do Fred no meio do 1° tempo, passou a ser de base alta.
A entrada em campo mostrava que os dois times estavam juntos, cúmplices, contra a FFERJ, mas tal parceria não entrou nas quatro linhas e quando o apito soou os dois lados disputavam a bola em todos os lances. Parecia que teríamos um bom jogo, disputado e com alguns lances de boa técnica, mas logo a impressão foi embora e veio o medo da interferência do apitador sob orientação de seus superiores.
Não vou me estender muito sobre arbitragem, até porque no geral ela foi boa, inclusive corretamente anulando dois gols de Alecsandro. Mas o juiz entrou distribuindo cartões, inclusive em lances em que a maioria dos juízes apenas marcariam a falta e dariam aquele aviso inicial, o que acabou esquentando um pouco o ânimo do jogo, principalmente nos minutos após a expulsão do Fred (ao meu ver injusta).
Do lado rubro-negro novamente sofremos com três problemas importantes e que tem aparecido em todos os jogos: saída de bola, falta de compactação e falta de mobilidade no ataque. Desde que Canteros saiu do time estamos sofrendo para ter uma boa transição de bola do meio pro ataque, a falta de compactação do time quando tem a bola agrava o problema porque distancia muito a linha de três do meio da trinca de atacantes, fazendo muitos chutões da defesa pro ataque acontecerem durante o jogo, erros que o Fluminense também cometeu com Wagner e Jean em dia ruim hoje. Por fim a falta de mobilidade do ataque se dá pelas poucas inversões de posição entre Gabriel e Marcelo causada pela imobilidade de Alecsandro, que fica muito paradão na referência do ataque.
Também me preocupa a ancoragem excessiva dos laterais na defesa, o que por vezes deixa os pontas sozinhos cercados por 2 ou 3 adversários, sem ter com quem fazer uma tabela ou triangulação para fugir da marcação. Pará tem condições físicas de subir para apoiar e voltar para defender, mas tem errado muito nas jogadas ofensivas, já Anderson Pico quando sobe até tem bom aproveitamento, uns lampejos, mas no geral vai muito mal, sem condições de correr um jogo todo como é exigido de um jogador profissional seja lá em que posição jogue. Hoje nitidamente Márcio Araújo passou o 1° tempo muito preso para auxiliar a marcação na esquerda, cobrindo a lentidão de Pico, que foram bem agredidos por Wellington Silva e Kennedy.
Jonas voltava de lesão e foi muito bem, destaque do primeiro tempo, em linda jogada pela esquerda vacilou no domínio da bola, mas logo corrigiu girando sobre o marcador e chutando de esquerda aproveitando o posicionamento adiantado de Cavalieri para abrir o placar. Mas só após a expulsão de Fred o Flamengo teve mais espaço, porém não o usou muito, mantendo a irritante postura de excesso de toques despretensiosos no meio e atrás, deixando a defesa adversária se recompor e depois querendo lançar os pontas na correria.
No segundo tempo o Flamengo voltou sem Jonas, que já tinha amarelo, e com Frauches, o coringa, de 1° volante. O jogo seguiu um tanto morno, mas com amplo domínio do Flamengo, que em lance atípico conseguiu ampliar o placar. Alecsandro dominou bonito a bola na entrada da área pela direita, mas se atrapalhou, apanhou da bola por duas vezes e para não perder o lance completamente meteu o bico antes que a bola escapasse, dando sorte do Cavalieri falhar feio e chegar atrasado.
Houve um momento que o Fluminense buscou reagir, foram pra cima sufocando o Flamengo e chegaram 3 vezes com perigo, também em outras oportunidades fizeram Paulo Victor fazer boas defesas, mas as últimas substituições colocaram sangue novo no Flamengo e voltaram a fazer o Flamengo dominar o jogo. Matheus entrou no lugar de Gabriel e depois Mugni no lugar de Luiz Antônio, que pareceu sentir novamente um problema no ombro.
Ainda é cedo para saber se os treinamentos com Mugni atuando de segundo volante darão certo, mas hoje não atrapalhou tanto o jogo. Já Matheus entrou bem novamente, acrescentou mobilidade ao ataque e foi premiado com o último contra-ataque, aparecendo pelo comando e recebendo belo passe de Cirino, finalizou consciente e viu a bola passar sob Cavalieri, continuando o lance e completando pro gol para evitar qualquer desvio.
A goleada por 3 x 0 foi justa, mas a sombra da expulsão de Fred deixa a dúvida sobre quem seria o real vencedor com ambos os times completos. Aliás, no outro jogo o Friburguense conseguiu golear o Vasco por 5 x 4, tendo o time cruzmaltino 3 pênaltis marcados a seu favor, sendo claro somente o último, ironicamente o único não convertido, enquanto os dois primeiros foram forçadíssimos e mostram o mal que o retorno de Eurico Miranda representa no futebol brasileiro.
Saudações Rubro-Negras
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Gostei do Futebol do Jonas Batoré não só pelo gol, mas ele é um jogador q tem qualidade técnica, poderá crescer muito mais, só precisa para d fazer faltinhas bobas, o Alec q muitos criticam, faz bastante gols, não é um Romário é lógico, mas tá bom, só não gosto do futebol do péssimo Gabriel, segura muito a bola, fominha não toca pra ninguém, quer cavar falta num lance q poderia acontecer algo, pra q isso, me diz um lance bom dele, teriam q vender esse perna, sou mais o Sávio q tá sempre guardando, os jogadores precisam procurar quem está melhor colocado para finalizar, é todo mundo querendo se consagrar e chutando d qualquer jeito, temos muito a melhorar, e precisa contratar laterais e um meia principalmente, se fosse contra um time forte iria complicar, o Flu vai brigar para não cair, não tá ruim, mas não tá bom, para o brasileiro precisamos d algo melhor, SRN
Gostei do Futebol do Jonas Batoré não só pelo gol, mas ele é um jogador q tem qualidade técnica, poderá crescer muito mais, só precisa para d fazer faltinhas bobas, o Alec q muitos criticam, faz bastante gols, não é um Romário é lógico, mas tá bom, só não gosto do futebol do péssimo Gabriel, segura muito a bola, fominha não toca pra ninguém, quer cavar falta num lance q poderia acontecer algo, pra q isso, me diz um lance bom dele, teriam q vender esse perna, sou mais o Sávio q tá sempre guardando, os jogadores precisam procurar quem está melhor colocado para finalizar, é todo mundo querendo se consagrar e chutando d qualquer jeito, temos muito a melhorar, e precisa contratar laterais e um meia principalmente, se fosse contra um time forte iria complicar, o Flu vai brigar para não cair, não tá ruim, mas não tá bom, para o brasileiro precisamos d algo melhor, SRN
Colocar link aqui é um desserviço. Vai contra o trabalho legal de empresas que pagam aos clubes para terem os direitos de imagem. Quer ver o jogo? Vá ao estádio ou assine o premiere. Sem mais..
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