CBF cria ranking de médicos e ativa software para controle de lesões

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Fonte: Lancenet

A CBF anunciou nesta sexta-feira, durante um encontro da Comissão Nacional de Médicos de Futebol (CNMF), a criação de um sistema de ranqueamento dos profissionais de medicina que atuam país. O intuito é que, em pelo menos quatro anos, seja possível exigir a atuação exclusiva de profissionais com capacidade comprovada pela entidade nas competições de elite do país.

Um dos itens a serem avaliados é a contribuição com informações para um software que será usado na Série A a partir deste ano.

– Esse controle vai ser interno da CBF. Vamos ter cursos como esses nos anos ímpares, um a cada dois anos. Nos anos pares serão dois workshops, um para o Sul/Sudeste e outro para Norte/Nordeste/Centro-Oeste. Isso vai trazer uma pontuação. A CBF TV também vai ter bimensalmente palestras sobre assuntos importantes e depois vai ter um questionário a ser entregue. Isso vai render determinado número de pontos. A adesão ao sistema de envio de dados também vai contar. E ainda vamos avaliar os congressos de especialidades que enviam para nós – explicou Jorge Pagura, presidente da CNMF, ressaltando que o programa foi testado na Federação Paulista antes de ser trazido para a CBF.

O objetivo do programa de computador é gerar uma base de dados sobre lesões e tratamentos no futebol nacional.

– O Brasil não tem estatística. É difícil planejar com falta de informação. Isso vai ter uma importância para a melhora do futebol brasileiro. Vamos ver se os jogadores se machucam mais na Série A ou na Série B. Se é no fim do campeonato ou não. Quanto tempo demora a recuperação… O sistema é criptografado. Só quem tem acesso é o presidente do clube, o médico e o próprio atleta. Mas eu vou saber quantos meias tiveram lesões, em qual pedaço do campo, etc. Vai melhorar até para a Seleção Brasileira. Quanto mais informações tivermos, melhor – acrescentou Pagura.

Com a adaptação ao programa e às avaliações, a CBF crê que o processo de exigência de qualidade nos regulamentos será algo natural.

– Quando tivermos tudo isso, seguramente o departamento de competições vai poder exigir que tenha (exigência no regulamento). É isso que queremos mais para frente. É um trabalho de longo prazo, para os próximos quatro anos. Reconhecemos a dificuldade de clubes das divisões menores, mas temos que ajudá-los. Somos pentacampeões do mundo, temos uma estrutura dentro de campo e precisamos crescer fora. E isso passa pelo crescimento da parte médica – completou Pagura.

O evento da CNMF continua neste sábado, com palestras o dia inteiro. Nesta sexta, a adesão foi alta: 52 dos 60 convidados compareceram. O encontro faz parte dos projetos custeados pela Fifa com verba deixada para o legado pós-Copa do Mundo de 2014.

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