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Fonte: República Paz & Amor

Ainda bem que existe a Copa do Brasil pra não ficarmos pensando besteiras. Foi muito bom pro Flamengo sair do Rio, cidade partida onde o futebol, assim como as suas comunidades, estão divididas entre a poliça, a miliça e o movimento. Como o Flamengo não está no arrego nada melhor que dar um rolê e respirar novos ares pra levantar o astral. O jogo com o Salgueiro, supostamente um simpatico clube sertanejo, foi perfeito pro Flamengo esquecer as baixarias locais e voltar a praticar o futebol vencedor com o qual está comprometido desde 1912.

Depois de quase 300 minutos sem balançar o filó o Mengão voltou a marcar gol. Sai, inhaca! É brincadeira um time desses ficar tanto tempo na seca, ainda mais sabendo que bastava ter mandado uma mísera bola pro saco nos ultimos 3 jogos do carioqueta para que hoje a história do futebol carioca estivesse sendo escrita pelos grandes cronistas no livro de ouro do esporte nacional e não por escrivões da polícia em boletins de ocorrência como agora.

O Flamengo começou o jogo se impondo sobre o adversário e tomando conta da cancha. Atacou um porradão de vezes e sempre concluiu mal à beça. Já tava todo mundo começando a ficar bolado. Quando Arthur Maia meteu a nêga lá dentro pra delírio do Cornélião e da Nação e acabou o tabu. Ufa! Demorou! Cozinhamos a maricota mais um poquinho até acabar o primeiro tempo e partiu vestiário. O Brasil inteiro comemorava.

Comemorar o gol do Arthur Maia é ok. Mas bom mesmo foi comemorar 45 minutos com Moreilândia em campo sem levar gol dele. Bem verdade que no time do Salgueiro tinha um Caicó, um Mossoró, um China e ainda meteram um Kanu, mas a nossa patrulha onomástica, sempre na atividade, marcou os suspeitos de perto e não deixou espaço pra nenhuma palhaçadinha.

No segundo tempo continuou a mesma musica, o Mengão na pressão e Salgueiro, fraquíssimo, na base da bicuda. Marcelo Cirino fez o dele, terminando com qualquer possibilidade dos salgueirenses darem um rolé no Rio. E foi isso o jogo. Peladinha inofensiva. O time agora tem 18 dias pra se preparar pra jogar em Bambyland na estreia do Brasileiro. Tempo mais que suficiente pra Luxemburgo e sua rapaziada apresentarem algo que preste em termos táticos e técnicos. Não basta ganhar delas, queremos brilhar!

Na saída do Cornélião os locais perderam a linha e tentaram dar uma calça-arriada no Flamengo na hora de dividir a bufunfa. A treta se armou na sala de arrecadação e o Flamengo, que não apoia a violência em nenhuma esfera, preferiu nem levar sua parte e resolver a parada direto com o Don, digo, com a CBF. O futebol brasileiro clama por uma Lava-Jato. Roubar o Flamengo virou esporte nacional.

Mengão Sempre

Arthur Muhlenberg

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