Dinheiro em Jogo – Ao término da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, público e renda do Estadual aumentaram 75% entre 2014 e 2015. A receita bruta de todas as 120 partidas passou de R$ 8,8 milhões para R$ 15,3 milhões, e o público total, de 325 mil torcedores, pagantes e não pagantes, para 569 mil. Números que parecem favorecer a Ferj numa temporada de brigas públicas constantes entre dirigentes da federação, dos clubes e do Maracanã, mas que precisam de mais de detalhe antes de tirar conclusões.
A federação publicou sete vezes a mesma notícia, com atualizações rodada a rodada, durante a primeira fase do Estadual: “Números ratificam decisão acertada do Conselho Arbitral”. A entidade sugere que a redução e o tabelamento dos preços nesta temporada fizeram público e renda aumentar. Só não informa que o preço do ingresso caiu R$ 2,76 em média entre um ano e outro. O tíquete médio do Campeonato Carioca (receita bruta dividida por número de pagantes) diminuiu de R$ 21,43 para R$ 18,67. A redução, percentualmente, foi de 13%. É pouco para creditar todo o crescimento de público ao ingresso mais barato.
Outros fatores ajudam a explicar os aumentos no Estadual do Rio de Janeiro. O Engenhão, interditado em 2014, teve média de 6.966 torcedores por jogo em 2015 e puxou a média geral para cima. São Januário, com média de 7.426, 68% acima de 2014, também elevou o público do campeonato.
E houve, principalmente, acréscimos consideráveis nos números do Maracanã, que responde por metade do público e da renda no Carioca. A média de torcedores presentes no estádio subiu 70%, de 12.480 para 21.194, entre 2014 e 2015. São números que puxam a média do campeonato, usada pela Ferj para justificar a intervenção nos preços, muito para cima. Nesta temporada, a média do Estadual com o Maracanã é de 4.748, e a média sem o Maracanã é de 2.576. Já em termos de renda o Maracanã gerou R$ 10,3 milhões, enquanto todos os outros estádios somados deram R$ 4,9 milhões. O personagem que a Ferj (e o Vasco de Eurico Miranda) decidiram atacar é justamente quem atrai mais gente e dinheiro.
Público e renda do Carioca aumentaram 75% cada um de 2014 para 2015. Fato. Mas é incorreto ver causa e efeito entre esses números e o tabelamento dos preços de ingressos, como quer pintar a Ferj, sem estudar e mostrar mais números. Há, no máximo, correlação entre duas variáveis. Até porque não só o preço da entrada influencia no público – contam estádio, acessibilidade, dia, horário, fase da competição, clima, atletas em campo, momentos de grandes clubes (e de seus adversários) na competição etc.
Em tempo: este levantamento considera números dos boletins financeiros das partidas, publicados pela Ferj, que neste ano contaram com um “doping estatístico”. O artigo 11 do regulamento da competição permite que, em jogos menores, 25% da capacidade do estádio estipulada pelo Corpo de Bombeiros sejam lançados como ingressos utilizados. A reportagem do globoesporte.com contou menos pessoas nos estádios do que indicavam os borderôs em algumas partidas nesta temporada. Desconfie dos dados.
Equipe de Leonardo Jardim tem oscilado na defesa na temporada 2026 O Flamengo perdeu para…
Como tem sido o dia a dia de Johnny no Flamengo? Por: Rodrigo Lima…
Flamengo pagou 22 milhões de euros (cerca de R$ 143 a R$ 144 milhões) por…
Como está sendo o clima durante os treinamentos do Flamengo no CT Ninho do Urubu?…
Flamengo perdeu a contratação de Thiago Almada para o River Plate (ARG) O início de…
O que disse Payet, ex-Vasco, sobre a camisa do Flamengo? Dimitri Payet reencontrou diversos…