“Quem não acreditava está surpreso” diz Zanon

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Fonte: GE

Para o segundo jogo da série de quartas de final do NBB contra o Flamengo, o técnico do São José, Luiz Zanon, queria uma equipe diferente daquela que foi dominada por 85 a 62 na última quinta-feira, no Ginásio do Tijuca Tênis Clube. Foi justamente o que ele pôde observar neste sábado. Dois dias depois do jogo 1, novamente no Rio de Janeiro, os joseenses atuaram com mais consistência nos setores de ataque e de defesa e superaram os atuais campeões do torneio por 82 a 76, empatando a série em 1 a 1. Contente com o desempenho de seus comandados, Zanon aprovou a mudança de postura e garantiu que o resultado foi fruto de muito trabalho nos últimos dias.

– Fala-se muito na defesa, mas no outro jogo nós não produzimos ofensivamente também. Hoje fizemos 20 (pontos) a mais e acabamos ganhando o jogo. Nós tivemos uma postura defensiva boa, mas o que tivemos de muito bom foi a consciência e a leitura de jogo para explorar os momentos certos sem nos precipitarmos. A gente trabalha. Amanhã (domingo) já tem treino, menos de 24 horas depois. Quem não acreditava (que São José poderia ganhar) está surpreso – afirmou o treinador de São José.

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O cestinha do jogo 2 foi o rubro-negro Marquinhos, com 22 pontos. No lado paulista, Laws foi o maior marcador (17). Porém, o nome que brilhou na parte decisiva da partida foi o de Caio Torres. Dos 15 pontos que ex-pivô do Flamengo anotou em todo o confronto, dez foram no último quarto. E uma das jogadas do quarto período ficou na cabeça de Zanon: quando Caio Torres partiu para cima da marcação, fez a bandeja, sofreu a falta e converteu o lance livre de bonificação para deixar São José de vez na frente do placar.

– Aquela bola ele não treina, não faz, mas tem capacidade. Aquela bola é uma de tudo ou nada. Eu até peço para que ele arrisque, porque nos ajuda muito, dá moral, principalmente para um jogador-símbolo – elogiou Zanon.

Caio Torres fez tudo isso diante de muita pressão da torcida rubro-negra. O barulho das arquibancada prejudicou o pivô na maioria dos lances livres, mas o ex-pivô do Flamengo não se deixou abalar nos momentos derradeiros da partida. Feliz pela sua atuação, o camisa 13 mantém os pés no chão para a sequência das quartas de final. O São José joga em casa, no Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos (SP), os dois próximos duelos: na terça e na quinta-feira.

– Quando está junto, é muito bom jogar. Contra é muito difícil. Mas a vida é assim. A gente vai passando por times. Claro que é bom ganhar aqui (no Rio), mas tem um playoff inteiro e temos que ganhar mais dois jogos – Caio Torres.

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