
Fonte: GE
Milton Queiroz da Paixão, o Tita, começou no dente do leite do Flamengo. Pelo Rubro-Negro, não foram apenas títulos importantes que entraram para a história, mas também a oportunidade de participar do melhor time já formado na Gávea, que conquistou o Mundial de 1981. Quando aceitar a proposta para defender o Vasco, mais conquistas, mais história. Hoje, Tita lembra com carinho dos dois clubes e afirma que guarda as recordações no coração.
– Vou me manter profissional até hoje, acho que as duas equipes são equipes hoje no meu coração que eu guardei na memória. É difícil explicar, as pessoas não entendem muito isso – explicou.
Como jogador do Flamengo, um clássico contra o Vasco traz boas lembranças para Tita. A final do chamado Campeonato Carioca especial de 1979, que terminou com o placar de 3 a 2 para o Rubro-Negro. Na decisão, o ex-jogador teve a missão de substituir Zico.
– As pessoas se perguntavam como o Flamengo ia jogar sem o Zico. E justamente, neste Campeonato Especial de 79, o Zico se machucou (…). No segundo tempo, o Toninho cruza quase da intermediária e eu, da entrada da grande área, cabeceio. Sempre que vejo esse gol, acho que o Leão ainda vai agarrar essa bola. Ele se estica tanto que eu acho que um dia ele ainda vai agarrar essa bola – disse, rindo.
No maior Flamengo da história, Tita ganharia ainda títulos brasileiros, Libertadores e Mundial. Até mudar de lado em 1987. Em mais uma decisão entre Fla e Vasco, novamente Tita seria o protagonista. Só que daquela vez com a camisa cruz-maltina.
– O Romário roubou uma bola no meio do campo, o torcedor do Vasco até fala: “Pô, foi a única bola que o Romário roubou na vida dele”. Ele roubou e tocou para o Luiz Carlos, que fez o centro, passou para o peito do Roberto, que atrasou. Eu vinha na corrida, chutei e o falecido Zé Carlos não teve chance. Bateu na trave e entrou. E aí foi festa. Aquela comemoração que depois virou mania, todo mundo botava a camisa no rosto, e saí em velocidade até sem ver – relembrou.
Tita ainda seria campeão brasileiro pelo Vasco, em 1989. Sobre o maior clássico que jogou, na carreira, o ex-jogador não tem dúvida de qual foi o principal.
– Flamengo e Vasco, para mim, foi o principal clássico que joguei. Já joguei grandes clássicos, Fla-Flu, Gre-Nal, mas a rivalidade Flamengo e Vasco não tem comparação – disse.
Neste domingo, às 16h, Flamengo e Vasco se enfrentam pelo segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca. Por ter feito uma campanha superior na Taça Guanabara, o Rubro-Negro joga pelo empate, no Maracanã, para garantir uma vaga na decisão da competição.
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