Fonte: GE
Armero foi o escolhido para herdar a camisa 2 de Léo Moura. A opção do Flamengo de fazer com que o uniforme não fosse vestido por alguém da mesma posição, possivelmente, teve como objetivo evitar comparações. Mas no dia de sua estreia, o lateral-esquerdo colombiano passou longe de causar boa impressão, fazendo com que o consolo seja a expectativa de que, tirado o peso da primeira partida, suas atuações a partir de agora sejam bem melhores do que a apresentada na derrota por 2 a 1 para o Avaí, no último domingo.
Mais de quatro depois de deixar o Palmeiras rumo ao Udinese, da Itália, Armero voltou a disputar uma partida pelo Campeonato Brasileiro. Titular da Colômbia na última Copa do Mundo, o lateral-esquerdo demorou a encontrar seu melhor posicionamento em campo. Era constantemente instruído por Vanderlei Luxemburgo, e no primeiro tempo pouco foi visto no ataque. Teve quase a exclusiva missão de conter os constantes avanços de Nino Paraíba, lateral-direito do Avaí.
Já visivelmente desgastado fisicamente, Armero deixou espaços para o camisa 2 do Avaí avançar em velocidade e criar a jogada do segundo gol do time da casa, que, embora irregular pelo fato de a bola ter saído da linha de fundo, foi confirmado pelo árbitro.
Com o Flamengo novamente atrás no placar, Armero passou a ser mais exigido ofensivamente, mas o lateral-esquerdo não conseguiu criar jogadas pela linha de fundo. Ele terminou a partida como jogador rubro-negro que mais erros passes: sete. Foram ainda duas faltas cometidas e uma sofrida.
O principal momento de Armero na partida foi aos 40 minutos do segundo tempo (veja no vídeo acima). O colombiano recebeu um lançamento na meia-lua e se livrou do marcador com um lençol no qual usou o peito. Ele completou o lance com um voleio, já na entrada da grande área, mas a bola passou longe do travessão do goleiro do Avaí.
Ao fim do jogo, Vanderlei Luxemburgo minimizou as críticas a Armero, mostrando a confiança de ver o lateral-esquerdo evoluir tecnicamente com a sequência de partidas:
– Ele tinha que começar a jogar. Ele estava há alguns anos fora do Brasil, está há três ou quatro semanas aqui, e isso de alguma maneira influencia. Sabíamos que eles iam explorar aquele lado, mas a derrota não teve a ver com o Armero. Mas ainda está distante da atuação que poderia ter – observou o treinador rubro-negro.
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