Bom e ruim

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Fonte: Renato Maurício Prado

Se a diretoria do Flamengo faz bom trabalho no pagamento da gigantesca dívida (ainda que me preocupem os seguidos empréstimos bancários, para manter a folha em dia), o mesmo não se pode dizer em relação ao futebol. Em menos de três anos, o clube teve seis técnicos, três diretores executivos, dois vice-presidentes de futebol e comprou mais de 30 jogadores, em sua maioria, medíocres.

No mesmo período, venceu um Estadual (perdeu dois) e ganhou uma Taça do Brasil, em 2013, com significativa ajuda do acaso. Na Libertadores do ano seguinte (principal prêmio da Taça do Brasil) foi um fiasco. Acabou eliminado ainda na fase de grupos, no Maracanã, ao ser derrotado pelo León, do México, por 3 a 2.

Em suma, teve até agora, na atual gestão, um desempenho que deixou muito a desejar no futebol — nos dois Brasileiros que disputou, fez apenas figuração, chegando a brigar para não cair, em 2014.

A promessa do momento é a contratação de dois reforços de peso. Fala-se em Petros e Robinho. Naturalmente, ambos cairiam muito bem no elenco rubro-negro que é pra lá de limitado. O segundo, principalmente. Quem milita no mundo da bola há muito tempo (o que não é o caso dos atuais dirigentes), sabe que jogadores medianos crescem na companhia de craques. Mas, em contrapartida, tendem a se igualar na mediocridade quando acompanhados por pernas-de-pau (que é o que não falta no Ninho do Urubu).

Esse parece ser o caso dos melhores jogadores do time atual: Éverton, Canteros, Alecsandro, Paulinho, Eduardo da Silva, Samir etc. Incluo nesse grupo até Marcelo Cirino, que começou com ares de salvador da pátria, mas logo se igualou aos demais. Se tiver um grande jogador por perto, no meio-campo ou no ataque, certamente, voltará a brilhar. Sem ele, vai ser difícil…

Não há rubro-negro que, em sã consciência, possa ser contrário ao saneamento financeiro a que se propõem Eduardo Bandeira de Mello e seus pares. Mas urge que eles entendam que a razão maior do Flamengo, aquilo que o torna gigantesco, uma autêntica Nação, é o futebol.

Quando a bola entra, como se diz na Gávea, aceita-se praticamente tudo (o que é também um perigosíssimo erro). Mas se o Flamengo se apequena em campo, mais cedo ou mais tarde, o bicho pega. Está aí o vital programa de sócio torcedor que não decola, acima de tudo porque o time não empolga. E o mesmo se pode dizer da venda de camisas.

A coragem e o discernimento que a diretoria demonstra, no bom combate à dívida e aos desmandos da Federação, precisa chegar ao Ninho do Urubu. E encontrar uma fórmula que lhe permita contratar os bons jogadores que o clube precisa, sem abandonar os pagamentos do que deve.

Em tempo: é fundamental também que se saiba escolher, o que não tem sido o forte da atual gestão. Vide Carlos Eduardo, Erazo, Val, Bruninho etc, etc.

Moedas bem-vindas

Ao contrário de Flamengo, Vasco e Botafogo, o Fluminense tem pelo menos quatro jogadores acima da média no futebol carioca: Fred, Jean, Vágner e Diego Cavallieri. Por que não consegue montar um time ao menos razoável? O tricolor Olívio Petit tem uma explicação divertida e curiosa:

— Não conseguia entender porque o Flu contratou um técnico “experiente em categorias de base” e um monte de veteranos. O mistério desvendou-se quando vi o tal treinador recolhendo as moedinhas que os torcedores atiraram no campo e as botando no bolso. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Bom humor e ironia de Petit, à parte, só mesmo os problemas de salários atrasados (principalmente, no direito de imagem) podem explicar um rendimento tão baixo. A goleada sofrida diante do Atlético Mineiro foi humilhante. Quatro foi pouco…

Olho nela

Djokovic e Sharapova venceram em Roma, mas quem me chamou a atenção na Cidade Eterna foi a russa Daria Gavrilova. Ela tem 21 anos, ganhou o US Open júnior e foi número 1 da categoria. Dessa vez, perdeu para Sharapova, na semi, mas já derrotou a musa em Miami e Ana Ivanovic, agora em Roma. Tem um talento impressionante e um temperamento difícil. Se souber controlá-lo, vai longe.

Mar fedorento

A bela vitória do brasileiro Filipe Toledo, na etapa do Rio do WCT, ofuscou a asquerosa condição do mar na praia da Barra. Um nojo. Uma vergonha.

Ver comentários

  • Esse fanfarrão Renato Prado quer provocar a torcida do Flamengo, que nunca mais esse rapaz vá na Gávea!

  • O cara falar que Petros é reforço de peso só pode ser oposição que não entende praticamente nada de futebol que nem esse R. Prado.

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