Fonte: Deixou Chegar | ESPN
Vanderlei Luxemburgo amou-nos durante dez meses e alguns contos de reais. Foi-se como quem não queria nada, após três partidas e apenas um ponto no Brasileirão. No ano de 2014, foram 14 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, cerca de 68,1% de aproveitamento. Os números não mentem, mas escondem que boa parte disso se construiu aos trancos e barrancos contra equipes semi-amadoras como Tigres do Brasil e Bonsucesso.
Vanderlei tornou-se o terceiro técnico demitido pela gestão Eduardo Bandeira de Mello em partidas iniciais do Brasileirão. Em 2013, Jorginho (então segundo treinador do Fla no ano), perdeu o cargo após a quarta rodada do campeonato. Em 2014, Jayme de Almeida foi demitido também ao final da quarta rodada, depois de derrota para o Fluminense. Em ambas as ocasiões, o técnico que seguiu não chegou a terminar o ano comandando o Flamengo: Mano fez o que fez, e Jayme foi sucedido de Ney Franco, que teve resultados horrorosos. O técnico que assumir o clube será o oitavo do Flamengo desde 2013.
A sensação é de que os gestores do futebol do Fla medem mal a capacidade dos técnicos que contratam. É normal considerar ruim o trabalho feito por Luxemburgo esse ano. Só que a maioria dos trabalhos passam por oscilações. Se Luxa teve depositada em si a confiança necessária para renovar por um ano, é porque foi julgado como capaz de fazer novamente bom trabalho, principalmente com a chegada dos reforços prometidos. A demissão mostra que essa confiança, se um dia realmente existiu, se perdeu por um estadual e três jogos do Brasileiro. Parece pouco. O caso de Luxa, porém, é mais complexo do que isso. O treinador falastrão e sem muitos resultados que hoje sai do Flamengo não é o mesmo que chegou, mais humilde e com mais trabalho para apresentar. Perder a confiança não é tão absurdo com perfis tão distintos demonstrados pelo mesmo profissional.
Mas a verdade é que os clubes brasileiros mal se preocupam em analisar a capacidade de um técnico ao final do ano. É o nosso modus-operandi. Não há lógica em virar a temporada com um treinador que balançará com qualquer sequência de resultados negativos. Foi assim no Fluminense, com Cristóvão Borges, no Grêmio, com Felipão, e por aí vai. É errado. Mas como não corrigir? Se não há confiança já em maio, o erro maior foi cometido em janeiro, não agora, em sua demissão. Por que manter um técnico no qual não se confia?
Quanto aos nomes que estão sendo especulados, prefiro esperar o anúncio do clube. Não me oporia a Cristóvão Borges, de quem falou Mauro Cezar Pereira. Meus alvos dos sonhos seriam Marcelo Bielsa e Gustavo Matosas, ex-Olympique de Marselha e León, respectivamente. O meu olhar mais realista me permite apenas um pedido: qualquer um, menos Felipão. Que o clube, ao menos dessa vez, pense bem na capacidade do profissional que vá contratar. Não é muito legal ter pelo menos três técnicos diferentes todo ano.
Ps: É também verdade que Luxemburgo nunca fez muito o estilo do grupo que gere o Flamengo. Seus posicionamentos em entrevistas e participações em programas de TV às vezes iam de encontro aos da instituição, que é bastante ativa em questões referentes à modernização do esporte no país. Um exemplo evidente foi a posição contrária à Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, no Bola da Vez, da ESPN Brasil. Ele é de uma outra escola do futebol brasileiro.
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Eu acho que o primeiro erro do luxa foi na semifinal da copa do Brasil do ano passado, tirando o pé contra o galo. Aquela feriu pq tava na mão, e ele fez substituições que tiraram o poder ofensivo do time. Depois dali, na minha opinião, a coisa desandou. Veio 2015, o mesmo time perdeu o padrão, ele deu a declaração sobre ouvir a proposta do sp, as contusões e o trabalho do melo posto em xeque, a ida para atibaia e a crítica pública ao ct do Flamengo, o fracasso no carioca, a declaração na espn criticando a medida provisória, que o Fla foi o primeiro a adotar... a insistência com gabriel... marcelo em vez do samir e... pq empatar em casa com ixpot e perder para avaí foram só a gota d'água.
Se eu fosse da diretoria pegava provisoriamente o Zé Ricardo técnico dos juniores, que levantou o time que estava mal, enquanto busca outro. E se ele for ganhando deixa ir ficando.
Depois da demissão do técnico, a cobrança da diretoria sobre esse grupo de jogadores têm que ser muito maior, estava na cara que muitos fizeram corpo mole para derrubar o técnico. Minha preocupação é que o mercado tá escasso e estagnado, só espero que não venha um Dorival Jr. , Joel é Felipão.