Nem tanto ao mar carioca, nem tanto à terra…

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Fonte: Blog Entre as Canetas

Mal terminou a primeira rodada do Brasileiro e já ouvi previsões apocalípticas com relação ao futebol carioca, desde coisas mais ponderadas como “nenhuma chegará nem perto do G-4” a outras extremadas como “vão cair os três”. Bem como alguns mais otimistas cravando que, depois de bater o Papão no Mangueirão, o Botafogo “já subiu”. A memória de muitos é curta, e esses ainda não aprenderem que num campeonato longo como o Brasileiro de pontos corridos não dá para cravar nada na primeira rodada. Primeiro porque raros times entram em ritmo forte de competição. Quem está na Libertadores se poupa, quem foi campeão estadual está de ressaca, a janela europeia sempre desfalca os melhores, até a 5ª rodada sempre há a possibilidade de o jogador mudar de time… Enfim, qualquer “bateção” de martelo é “gato-mestrice”.

Até porque, se os jogos tivessem sido 99% iguais ao que foram, mas a bola de Gabriel que Ceni salvou tivesse entrado, se o giro de Gilberto tivesse entrado, se um dos vários gols que o Fluminense perdeu tivesse entrado, aí as atuações fracas dos cariocas passariam a ser exaltadas. É claro que evidente que é possível que os três cariocas façam boas campanhas, assim como o Botafogo, que pode até não subir.

O que é evidente é que, no caso Alvinegro, uma vitória na estreia, fora de casa, num caldeirão como o Mangueirão, e diante de um concorrente direto ao acesso dá uma impressionante moral ao Botafogo. Que já chega com a confiança de ter uma base montada por Renê Simões, que chegou ao vice-campeonato estadual. Primeiro passo melhor, impossível.

Na Série A, é também evidente que o trio carioca precisa estar atento e tem muito a melhorar. No Flamengo é límpida e clara a falta de uma referência, de um ídolo, de um jogador que ponha medo no adversário. O time não é de todo ruim, mas falta o diferente. O Fluminense, por seu lado, teve dificuldade demais para vencer um Joinville que havia desaprendido a jogar a Série A. Tudo bem que o Tricolor perdeu muitos gols, mas deixar para resolver uma partida aos 43 do segundo tempo, contra um adversário que era tido como vitória certa é um risco. E o Vasco, campeão estadual, não pode empatar com o Goiás em casa. Se o faz, é porque o máximo que o time produz, suficiente para vencer o Estadual, não dá para o Brasileiro. É o que parece que ocorre com o time de Doriva.

É preciso muita calma nessa hora. Mas é preciso um pouco mais de ação nessa hora também.

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