Olivinha apoia projeto do primo BBB no Rio e aposta em novos talentos

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Fonte: GE

Basquete sempre foi assunto sério na família de Olivinha. Antes de o ala-pivô brilhar com a camisa do Flamengo, seu irmão mais velho, Olívia, já representava com sucesso o sobrenome Nascimento. Formado nas categorias de base do Fluminense, o pivô passou por vários clubes do país e disputou as Olimpíadas de Atlanta, em 1996. Mas o dom pela modalidade está no sangue. Primo da dupla, o ex-BBB Fernando Meireles também já teve seus 15 minutos de fama com as camisas do Fluminense e do Botafogo. Mas é fora das quadras que o ex-participante do reality show da TV Globo tem mostrado mais talento ao coordenar o Projeto Cruzada, que em mais de 10 anos de existência vem dando alguns frutos e que tem como objetivo principal a inclusão social através do esporte.

– Para jogar os meninos têm que estar na escola. Nossa ideia é identificar quem tem potencial para inseri-los nos clubes e dar continuidade ao projeto que começa lá dentro da Cruzada. Praticar esporte é um sonho deles, e estamos tentando trazer cada vez mais jovens para dentro da escola do basquete. Quem sabe não conseguimos achar novos talentos no futuro? O projeto tem mais de 10 anos e foi passando de geração para geração, mas hoje quem dá as aulas e toca tudo por lá é o Wagner, que também é morador da comunidade – afirmou Fernando.

Um dos destaques da vitória do Flamengo sobre o Bauru na primeira partida das finais do NBB 7 com 15 pontos, Olivinha elogia o projeto do primo e espera que outros talentos sejam lapidados dentro da Cruzada São Sebastião.

– É sempre importante esse tipo de projeto que tenta inserir essas crianças em algum clube e dar continuidade através esporte. O esporte educa bastante, eu acredito muito nisso. Ainda não tive a oportunidade de aparecer por lá, mas estou acompanhando de perto com meu primo e quero conhecer um dia. Espero fazer uma visita assim que o NBB terminar. Quero conversar com essas crianças e desejar boa sorte ao Wagner, que está fazendo um grande trabalho também. Vamos torcer para que apareçam muitos jovens talentosos e que eles possam seguir uma carreira esportiva – destacou o jogador, convocado essa semana pelo técnico da seleção brasileira, Rúben Magnano, para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, de 10 a 26 de julho.

Ainda é cedo para saber se Elias, de 14 anos, e João Vitor, de 13, vão vingar e ter o mesmo sucesso do ala-pivô rubro-negro. Mas o primeiro passo eles já deram. Após se destacarem nas aulas dentro da comunidade, a dupla ganhou uma chance no próprio Flamengo e hoje fazem parte das equipes mirim e infantil do clube carioca.

Tímidos, mas esperançosos num futuro melhor, Elias e João Vitor pareciam deslumbrados após a exibição de gala do Flamengo sobre Bauru com a simples possibilidade de um dia poder seguir o mesmo caminho do camisa 16 rubro-negro. Com os olhos brilhando e a imaginação a mil, João Vitor sonha alto:

– Eu comecei a jogar com oito anos através do meu irmão, que também começou no projeto e chegou a fazer um teste no Flamengo. Infelizmente ele não conseguiu ficar e segue jogando na Cruzada. Jogo na categoria mirim e sonho um dia poder estar aqui, no lugar deles. Acho que é possível.

Menos falante que o amigo, Elias também faz planos ousados, mas não esquece de destacar que o projeto vai muito além do esporte.

– Passamos seis anos no projeto e a oportunidade surgiu no Basquete Cruzada através do Wagner, que foi quem nos levou para o Flamengo. Além do esporte, essa iniciativa também nos ajuda a ter mais disciplina e ser mais solidários em poder ajudar outras pessoas – disse o atleta da categoria infantil.

Mas Fernando também pensa grande e não querer parar por aí. De olho no futuro, o ex-BBB quer aproveitar as crianças que já participam do projeto para impulsionar uma nona modalidade do basquete.

– Queremos potencializar o Basquete Cruzada e com o apoio do Leandrinho, do Golden State Warriors, fazer do Rio de Janeiro um polo do 3 x 3. É uma modalidade que surgiu há pouco tempo, mas que está crescendo e já tratada pela Fiba como uma realidade mundial. Existiu a chance do 3 x 3 ser incluído nos Jogos do Rio como esporte exibição, mas infelizmente isso não aconteceu. Mas há uma mobilização muito grande para que a modalidade faça parte do calendário dos Jogos de 2020, no Japão – destacou.

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