A incrível diferença de tempo para montar o time no Brasil e na Europa

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Fonte: PVC

A comparação nem é a mais adequada por todas as diferenças culturais. Mas a situação nesta semana é tão especial que a lista se tornar saborosíssima. Mesmo que Milan, Real Madrid e Borussia Dortmund tenham acabado de trocar o comando de seus times, é incrível como a formação de equipes na Europa dura anos e, no Brasil, semanas.

Semanas! E neste momento, às vezes até dias.

É o que retrata a lista da permanência no cargo dos técnicos de doze dos maiores clubes da Europa em contraste com os doze maiores clubes do Brasil. Veja:

REAL MADRID – Rafa Benítez (novo) – Carlos Ancelotti (2 anos/rompeu) – Última vez que o Real rompeu no meio da temporada foi em 2000.

BARCELONA – Luis Enrique (1 ano) – Última vez que o Barcelona rompeu no meio da temporada foi em 2003.

ARSENAL – Arsene Wenger (19 anos)

MANCHESTER UNITED – Louis Van Gaal (1 ano)

CHELSEA – José Mourinho (2 anos)

LIVERPOOL – Brendan Rodgers (3 anos)

MANCHESTER CITY – Manuel Pellegrini (2 anos)

BORUSSIA DORTMUND – Thomas Tuchel (novo – Jurgen Klopp (7 anos/rompeu)

BAYERN – Josep Guardiola (2 anos)

JUVENTUS – Massimiliano Allegri (1 ano)

MILAN – Inzaghi (1 ano)/rompeu)

INTERNAZIONALE – Roberto Mancini (7 meses)

*Quando se lê um ano nos casos europeus, significa, uma temporada inteira.

NO BRASIL

FLAMENGO – Cristóvão Borges (2 semanas)

FLUMINENSE – Enderson Moreira (3 semanas)

VASCO – Doriva (6 meses)

BOTAFOGO – Renê Simões (6 meses)

SANTOS – Marcelo Fernandes (3 meses)

CORINTHIANS – Tite (6 meses)

SÃO PAULO – Juan Carlos Osório (2 semanas)

PALMEIRAS – Alberto Valentim (interino, 1 dia), Oswaldo de Oliveira (rompeu)

CRUZEIRO – Vanderlei Luxemburgo – 1 semana

ATLÉTICO – Levir Culpi – 1 ano e 2 meses

INTERNACIONAL – Diego Aguirre – 6 meses

GRÊMIO – Roger Machado – 2 semanas

Há dois dias, no Fox Sports Radio Night, Renê Simões admitiu que há atraso entre os técnicos brasileiros. Digamos mesmo que sim. No mesmo programa, Alan Kardec relatou coisas que viveu no Benfica com Jorge Jesus e nunca viu no Brasil. Mas…

Dos doze mais tradicionais clubes brasileiros, onze têm técnicos há menos de um ano e seis têm trabalhos realizados há SEMANAS. Se há atraso dos treinadores, há também de dirigentes, jornalistas e torcedores. Há atraso da nosso cultura.

Contratar e demitir em seis meses significa… perder seis meses.

Ainda que existam diferenças caso a caso.

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