Athirson se emociona ao falar de Carlinhos: ‘Devo muito a ele’

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Fonte: Lancenet

O ex-jogador e atual técnico Athirson foi mais um a marcar presença no velório de Luiz Carlos Nunes da Silva, o Carlinhos, ídolo rubro-negro, que faleceu nesta segunda-feira, vítima de uma insuficiência cardíaca.

– Tenho muito orgulho e alegria de poder falar de uma pessoa que foi idolo do Flamengo. Não tive o prazer de vê-lo jogar, mas tive o prazer de ser comandado e capitão de um time dele. Tenho uma gratidão imensa pelo Carlinhos, tudo que conquistei devo muito a ele, me ensinou bastante. Eu era muito jovem e fui capitão do Flamengo, o cara me deu muita moral… Fico triste, mas a vida é dessa maneira, a gente se solidariza com a dor dos familiares, amigos e torcedores rubro-negros. Felizmente tive a honra de ser treinado por ele, um cara sensacional.

Embora velórios sejam majoritariamente tristes, o de Carlinhos carregou uma característica curiosa: muitos sorrisos, abraços e bom humor. Segundo Athirson, nada mais apropriado para a despedida do ídolo, cuja maior marca era a alegria.

– Ele era feliz, sempre foi um cara brincalhão. Apesar da voz baixa e mansa, ele sempre gostou da alegria. Infelizmente, nos últimos tempos, ele vinha sofrendo bastante e a gente fica feliz por ele agora. Carlinhos sempre passou e transmitiu felicidade e alegria. Estas têm que ser a marca que ele vai deixar para a gente.

O ex-jogador do Fla ainda relembrou, saudoso, uma história de quando Carlinhos treinava o clube, no fim da década de 90.

– Fomos jogar contra o Ceará na Copa do Brasil. Não fizemos uma grande apresentação, mas ganhamos e passamos de fase. Voltamos para o hotel e fomos jantar. Conversávamos e ríamos, afinal, tínhamos cumprido o bjetivo, que era passar de fase. De repente, ele (Carlinhos) chegou do nosso lado e perguntou: “Estão rindo por quê?” . Todo mundo ficou em silêncio. Eu falei: Professor, a gente se classificou!” e ele: ” Estou muito chateado, vocês não jogaram nada hoje. Isso ficou marcado, ele gostava do futebol alegre, acima do resultado. Eu, como treinador que sou hoje, tento trazer esse ensinamento comigo, tento passar essa vibração e alegria que peguei dele para os meus atletas também.

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  • Participo do grupo Fladarfeiro da Bahia. Sempre apelidamos os darfs. Os dois próximos se chamarão Carlinhos e Violino. É pequena a homenagem, mas bem adequada a quem nunca se imaginou gigante, embora fosse.

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