Comparação das duas apresentações de Sheik: mesmas palavras, gestos e emoção

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Fonte: GE

Foi acariciando o escudo e balbuciando um “que alegria” que Emerson vestiu a camisa do Flamengo, na Gávea. Quem está acostumado às entrevistas mecânicas, surpreendeu-se com o brilho no olhar do novo reforço. Houve sorrisos, declarações de amor ao clube, reverência a ídolos do passado e choro.

O parágrafo acima foi escrito no GloboEsporte.com dia 23 de março de 2009, após a primeira apresentação de Sheik no Flamengo: naquela passagem, foram 26 jogos e 11 gols. Seis anos depois, com pequeninas alterações, encaixa-se para descrever sua nova chegada ao Rubro-Negro.

Emerson ganhou lastro, rodagem e títulos relevantes por Fluminense e Corinthians durante o hiato que o tirou da Gávea. Deixou de ser um desconhecido milionário que brilhou no futebol oriental para ser tratado como sinônimo de jogador vencedor.

Mas as frases de efeito e os gestos que afagam o Flamengo permaneceram. Beijo e carinho no escudo, camisa 11 exibida como troféu e valorização da sua vontade de jogar no clube não faltaram nos dois repertórios. Confira abaixo alguns trechos das duas apresentações e compare:

AMOR, PAIXÃO E NÃO AOS OUTROS

Sheik versão 2009: “O Flamengo abriu as portas e estou aqui porque é um desejo. Tinha outras propostas mais vantajosas, mas por paixão e amor você faz coisas que é difícil explicar. Sempre quis jogar aqui. Não sei até quando o dinheiro é mais importante do que isso. Estou fazendo o que meu coração manda”.

Sheik versão 2015: “Tive sondagens de outros clubes, mas essa foi uma decisão que não foi difícil de ser tomada. Sempre foi um desejo meu voltar ao clube que amo desde criança. Ao clube que tive a certeza desse carinho, amor e paixão. Estou convicto de que fiz a escolha certa”.

FUTEBOL, O ESPORTE COLETIVO

Sheik versão 2009: “Estou aqui para somar forças. Futebol é coletivo. Não estamos falando de tênis. Podemos sair dessa situação. O Flamengo está na briga. Se ganhar na quarta, volta tudo ao normal”.

Sheik versão 2015: “O Flamengo precisa de todos. Cada um contribuindo da maneira que pode. Sou um jogador que não gosta muito da sorte. Eu trabalho. O resultado é o trabalho. Eu não acredito muito na sorte, mas se vocês colocam dessa maneira, eu sou um cara que nos jogos decisivos tenho essa sorte. Ninguém ganha jogo sozinho, seria mais um a dizer ‘Ah, futebol é um esporte coletivo’. Mas é”.

CAMISA 11

Sheik versão 2009: “Vestir a 11 do Romário… Precisa falar alguma coisa?! Ficou certinha”

Sheik versão 2015: “Na primeira passagem, joguei com a 11. No Corinthians, eu fui pouco feliz com a 11, não é? Não tive preocupação em nenhum momento de escolher a camisa”.

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