Flamengo oficializa poder do futebol a conselho

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Fonte: ESPN

Ao promover mudanças na gestão do futebol na terça-feira, a diretoria do Flamengo, na verdade, tornou oficial o que já ocorria desde 2013: o controle do departamento de futebol nas mãos de um conselho específico. É justamente o grupo atacado por Vanderlei Luxemburgo após sua demissão, quando disparou a famosa frase “não sabem nada de futebol”.

O conselho gestor, na realidade, irritou Luxemburgo por limitar seus poderes ao campo. O vice de futebol tinha papel importante no quadro, mas Alexandre Wrobel alegou problemas pessoais para se afastar um pouco do dia a dia. Seu cargo não foi extinto, embora permaneça vago. No topo do conselho gestor de futebol estão o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, e o vice de finanças, Rodrigo Tostes. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ex-vice de marketing, era um dos cabeças do conselho até deixar o clube, em fevereiro.

Também participam e opinam no grupo o vice de planejamento, Rodolfo Landim, o vice de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, o próprio Wrobel, o diretor geral, Fred Luz, e o diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano. A ideia, inclusive, é permitir um pouco mais de autonomia a Caetano do que ocorre desde sua chegada, no fim de 2014.

No modelo de gestão adotado pelo Flamengo na administração de Bandeira de Mello, o Conselho Diretor, chamado de Codi internamente, se encontra todas as segundas à noite, na Gávea em agenda estabelecida desde o início do mandato, em 2013. Participam deste grupo todos os vice-presidentes do clube, discutindo sobre assuntos gerais e rumos tomados nos caminhos do clube, como, por exemplo, a saída de Wrobel do cargo oficial. Abaixo estão os comitês específicos para cada setor, como Fla-Gávea, marketing, finanças ou o futebol.

Por ser o carro-chefe de todo o clube e receber orçamento polpudo, o comitê gestor do futebol chama atenção e tenta manter rédea curta sobre as decisões mais importantes. Haveria, inclusive, um limite financeiro para quem atua diretamente no futebol, como comissão técnica e o diretor executivo. Caso uma ação, como a busca por reforços, ultrapasse o valor estabelecido, a decisão teria de ser submetida ao conselho gestor para discussão.

Tornar oficial o método implantado na gestão do futebol foi a alternativa apontada como ideal diante do afastamento de Wrobel, evitando a pressão por um nome que respondesse completamente pelo futebol. Wallim Vasconcellos, primeiro vice da pasta na gestão Bandeira de Mello, também alegou razões pessoais para se afastar do cargo. Meses depois, porém, voltou ao clube como vice de patrimônio, de pressão bem inferior.

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