
Fonte: Fox Sports
Presidente do Vasco da Gama havia revelado acerto verbal com o lateral-direito e ídolo do Flamengo, mas acordo não sairá: ‘Ele que nos procurou’
Léo Moura, ídolo do Flamengo, não vestirá a camisa do rival, o Vasco da Gama. Poucas horas depois de o presidente do clube de São Januário, Eurico Miranda, revelar acerto verbal com o lateral-direito, a negociação se desfez. A informação foi confirmada pela assessoria da imprensa da equipe no fim da tarde desta segunda-feira (22 de junho). O jogador de 36 anos pertence ao Fort Lauderdale Strikers, time dos Estados Unidos, e ainda desperta interesse de outro brasileiro, o Coritiba.
Em entrevista à rádio Tupi do Rio de Janeiro, Eurico disse que foi o atleta quem se ofereceu ao clube. “O Vasco não procurou Léo Moura, foi ele quem procurou o Vasco”. Ao programa Expediente Futebol, do FOX Sports, o mandatário completou: “Léo Moura agora nem de graça”.
Na manhã desta segunda, além de adiantar a contratação de Léo Moura, que não mais será concretizada, o Vasco anunciou o técnico Celso Roth para o lugar de Doriva, os jogadores Andrezinho e Herrera e um projeto para ter Ronaldinho Gaúcho, que se desligou do Querétaro – “falta só 10% para fecharmos”, disse Eurico Miranda. A possibilidade de o lateral jogar no cruz-maltino repercutiu mal entre os torcedores do Flamengo nas redes sociais e a pressão o teria feito desistir do acerto.
Léo Moura já jogou pelo Vasco, em 2002. Também atuou pelo Botafogo, entre 1997 e 99 e em 2001, e pelo Fluminense, em 2004. Foi no Flamengo, contudo, onde encontrou identificação com a torcida após passagem com duração de 10 anos, iniciada em 2005 – por lá conquistou duas Copas do Brasil, um Campeonato Brasileiro e cinco estaduais.
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Se o Eurico tá inventando isso, acredito que caiba um processo do Léo Moura contra ele. Agora, se o Léo não fizer nada, vai ficar sempre aquela dúvida no ar.
Como escreveu o irmão rubro-negro Lucas, se Eurico inventou essa história cabe ao Leo Moura processá-lo. Caso contrário, percebo o quanto é confuso o jogador. Afinal, qual a reação que ele esperava da torcida, depois de deixar o Clube com jogo em sua homenagem e com juras de amor eterno? Nesse caso, devo lembrar à torcida que esse negócio de chamar de ídolo qualquer jogador que atue no Mengo com um mínimo de sucesso é um equívoco. Essa palavra, ídolo, deveria ser usada com mais parcimônia, de forma restrita. Ídolo não pode ser apenas aquele que é craque, que conquistou algum título, ainda que importante. Ídolo é o jogador que se identifica com o Clube de tal sorte que passa a habitar o imaginário da torcida de tal forma, que se torna o significado do próprio clube. Não precisa ganhar campeonato importante. Assim, Reinaldo é o ídolo do Atlético Mineiro, mas Romário, ainda mais esse que não conquistou nada de consistente salvo a grana que até hoje recebe do Mengo, e Pet ou Adriano não são ídolos do Fla. Ídolo do Mengo é apenas Zico, embora pudesse ter sido Adílio, Júnior, Leandro, Mozer ou Nunes, como já foi um dia Dida. Em resumo, deixemos de banalizar esse título informal e tão caro a um Clube de futebol, a ponto de alguns nem o possuírem, como o timim, o inter ou o grêmio. Ídolo é o que Ceni está se tornando para o são paulo, é o que roberto é para o vasco, Garrincha para o Botafogo e Pelé para o santos. É o que penso.
Caio, faço minhas suas palavras, muito bem colocado.
Sem mais.