
Fonte: GE
Mais famoso do estádio do país, o Maracanã completa 65 anos nesta terça-feira. Mas a administração do local, hoje sob controle privado, enfrenta dificuldades para tornar a gestão lucrativa. O presidente do consórcio que administra o Maracanã apontou as causas para que o estádio carioca figure como o dono do maior prejuízo entre as receitas das arenas da Copa do Mundo em 2014. Confirmando o balanço negativo de R$ 77 milhões registrado no ano passado, apontado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Andrade explicou que o principal empecilho em meio a uma lista de desafios é a dificuldade de se fechar patrocínios.
Segundo ele, a paralisação em função de grandes eventos, como as Olimpíadas de 2016, além de mudanças no contrato com o governo estadual e o próprio regulamento das competições, são pontos cruciais que dificultam o equilíbrio financeiro da exploração comercial.
– No nosso plano de negócios, a parte de patrocínios corresponderia a 45% da contribuição de todas as receitas. E você só capta patrocínio de longo prazo dentro de um ambiente de negócios com estabilidade, quando você tem previsão de três, quatro, cinco anos de previsão de exploração desse patrocínio. Como iniciamos a exploração depois da Copa das Confederações, tivemos uma interrupção com a Copa do Mundo e já temos a previsão de interrupção com as Olimpíadas, e desde o início passamos por essa discussão de adequação do contrato, principalmente as receitas de patrocínio foram muito prejudicadas – disse em entrevista ao “Redação SporTV”.
A exploração das áreas do Maracanã para patrocínios próprios da concessionária também entra em colisão com o regulamente de competições da CBF, segundo Andrade.
– O próprio regulamento geral das competições recém-editado pela CBF dificulta bastante a exploração dos espaços publicitários do estádio. É uma questão que vamos ter de enfrentar. Porque no modelo de negócio de os operadores de arena a receita de patrocínio corresponde entre 35 e 50% de todas as receitas do seu plano de negócios.
Andrade destacou que o custo fixo dos equipamentos do Maracanã é da ordem de R$ 30 milhões por ano. São 78 mil lugares, cerca de 4 mil alto-falantes, quatro telões, 12 escadas-rolantes, 17 elevadores e 240 mil metros quadrados de área construída, a sua grande maioria de área climatizada, com ar condicionado.
– Para fazer frente, a gente precisa das receitas de patrocínio, shows, eventos, tour, futebol e camarote – diz.
Andrade destacou que quase 70% do prejuízo acumulado no ano passado se deu entre janeiro e julho, os meses em que ocorreram a Copa do Mundo e o Campeonato Carioca. O administrador revelou, no entanto, que o prejuízo do Estadual naquele ano de R$ 6 milhões já foi revertido em 2015 – a competição terminou com o balanço positivo em R$ 1 milhão. Segundo ele, o consórcio foi capaz de redimensionar a operação para um público mais reduzido.
Um terço do estádio cheio, em média
Os problemas, porém, não param por aí. A fraca bilheteria é um item sob atenção para o consórcio, apesar de Andrade destacar que o preço médio do ingresso no Maracanã não é caro. O presidente reclama, porém, que ter apenas um terço do estádio cheio na média aliado à lei de gratuidades prejudicam as receitas.
– Temos média de público do Maracanã de 26 mil que corresponde a um terço de sua capacidade. Nenhuma casa de espetáculo se sustenta com um terço da sua capacidade apenas. Além disso, temos dentro do estádio, um nível de gratuidade específico no estado do Rio de Janeiro de 12% por lei. Maiores de 65 anos e menores de 12 anos entram de graça. Menores de 21 tem direito a meia-entrada, seja estudante ou não. O nosso tíquete médio é de R$ 33, o que é bastante baixo se comparado a outras praças, principalmente do Sudeste.
Célio de Barros e Julio Delamare
Em meio às dificuldades naturais esperadas pelo consórcio, a decisão unilateral do governo estadual de cancelar a demolição das áreas ocupadas pelo estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare – uma escola municipal ainda fazia parte do projeto – afetaram o planejamento do consórcio. Andrade garante, porém, que a empresa discute junto às autoridades um aditivo final ao contrato para definir com clareza o real investimento dela nesses equipamentos.
– O projeto inicial previa que todas essas áreas seriam destinadas à nossa concessionária para a exploração comercial. Existia previsão de shopping center, estacionamento, várias obras no entorno que dariam um conceito e complexo de entretimento e receitas adicionais à concessionária. Isso para compensar o déficit esperado na operação em si do estádio (de futebol) e do ginásio do Maracanãzinho. Logo no início do contrato, o governo fez uma alteração unilateral e retirou essa área que doaria (…) Estamos em fase final de discussão de um aditivo contratual que vai definir com clareza qual vai ser o real investimento da concessionária e de que área irá dispor para explorar comercialmente. Isso deve ser definido até o fim deste mês.
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Já sabiam de tudo isso antes de roubar o Maracanã dos clubes, e agora vem chorar prejuízo pra ver se aquele governador de merda dá mais uma regaliazinha pra eles.
Não tão gostando, DEVOLVAM!! O Flamengo assume no dia seguinte e a torcida transforma aquilo numa mina de ouro -- pro FLAMENGO, e não pra empreiteira que financia políticos.
O que necessario para o Flamengo ganhar essa concessão?