Fonte: UOL
As despedidas do Flamengo não têm sido das mais amenas na atual gestão do clube. O desabafo do atacante Alecsandro após a derrota para o Cruzeiro, onde deixou clara sua insatisfação com a postura da diretoria na negociação com o Palmeiras, deflagrou mais um capítulo de saídas conturbadas do Rubro-Negro.
O primeiro litígio que levantou polêmica envolveu o meia Renato Abreu, em 2013. Na ocasião, ele teve seu contrato rescindido e os dirigentes comunicaram a decisão somente a seus empresários. O jogador chegou a dizer que se sentia “humilhado” com a situação.
Ano passado, foi a vez do lateral esquerdo André Santos. Ele também teve seu vínculo interrompido e se disse “surpreso” pela forma como a ação foi conduzida pela diretoria, principalmente pelo então diretor executivo Felipe Ximenes.
Ainda em 2014, o técnico Jayme de Almeida alegou ter sido informado de sua demissão através da imprensa, quando estava na praia curtindo seu dia de folga. Nesta temporada, no entanto, a diretoria se reconciliou com o treinador e hoje ele exerce a função de auxiliar.
Em 2015 foi a vez de Felipe, Léo Moura e, mais recentemente, Vanderlei Luxemburgo. O goleiro, que tinha contrato até dezembro, foi demitido em janeiro e aguarda uma milionária dívida em função de direitos atrasados.
Ídolo do clube, o lateral direito também foi outro que demonstrou mágoa com a atual gestão. Ele desejava uma renovação contratual de um ano, mas seu vínculo foi estendido por apenas três meses. Insatisfeito, o jogador aceitou uma proposta dos Strikers, do futebol norte-americano.
Na semana passada, foi a vez da demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo, três semanas após recusar uma proposta do São Paulo. O treinador fez questão de convocar uma coletiva de imprensa e não poupou críticas à diretoria.
Acertado com o Palmeiras, Alecsandro fará sua última partida com a camisa do Flamengo neste sábado, contra a Chapecoense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
“O clube já fez a contratação de outro jogador para a posição, situação que acaba me fazendo pensar na carreira. Não pela vinda do Guerrero, porque o importante é somar, mas a maneira como a diretoria tratou uma possível saída minha, o que me deixou bastante chateado, abrindo brechas para outras equipes fazerem proposta”, disse o atacante ao Sportv.
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Tirando a saída do Jaime, o resto tem meu apoio! Só paneleiro....
Sendo que, no caso do Jaime, a diretoria ainda estava decidindo e alguém deixou vazar para conturbar o ambiente. A imprensa não pode demitir o Jaime se não foi ela quem o contratou.