
Fonte: Falando de Flamengo
Eis que o bom filho à casa torna! Polêmico, sincero e debochado. Esses são um dos muitos adjetivos que rotulam Márcio Passos de Albuquerque, ou simplesmente Emerson Sheik. Controverso, sua história começa no futebol com o curioso caso de adulteração de sua certidão de nascimento pela sua própria mãe, para conseguir ingressar no mundo do futebol. Passou a se chamar Márcio Emerson Passos, com 3 anos a menos.
Atacante oriundo das categorias de base do São Paulo, logo se transferiu para o futebol da terra do sol nascente, durante cinco anos, onde atuou pelo Consadole Sapporo, Kawasaki Frontale e Urawa Red Diamonds onde foi artilheiro do campeonato japonês em 2004. Mas Emerson conquistou fama e fortuna no mundo árabe jogando no Qatar, onde passou a defender a equipe do Al-Sadd.
Em 2009, o Flamengo resolveu apostar no desconhecido jogador, em terras brasileiras. Emerson foi bem recebido pelo grupo rubro-negro, que em sintonia com a torcida, o batizou carinhosamente de Sheik. Desde então, a fama foi instantânea. Dono de um currículo invejável, foi tricampeão brasileiro em 2009 (Flamengo), 2010 (Fluminense) e 2011 (Corinthians). Sheik ainda levantou o caneco da Libertadores e Mundial, pelo time paulista.
Contudo, na velocidade que conquista sucesso no campo, Sheik vai colecionando polêmicas fora dele. Cantou música da torcida rubro-negra dentro do ônibus do Fluminense; deu selinho em amigo e postou a foto em redes sociais; peitou a CBF ao vivo; postou vídeo dançando após sua saída conturbada do Botafogo, e por aí vai.
Rubro-Negro declarado, Sheik regressa ao Flamengo 6 anos depois. Adorado por muitos, odiado por tanto outros, o atacante só não passa despercebido. Vem para o time da Gávea reeditar a dupla de ataque vitoriosa com o peruano Paolo Guerrero (juntos marcaram 78 gols em 3 anos de Corinthians). Se terá sucesso, só o tempo dirá. O certo é que há tempos não frequentava o Rubro-Negro jogador tão polêmico e que, com certeza, acenderá ainda mais os refletores sobre o Mais Querido.
Camisa 11 em 2009 (número atualmente utilizado por Lucas Mugni), Sheik vestirá a número XX em sua segunda passagem pelo clube, uma vez que a outra opção de numeração regular para o ataque seria a 7, que já é de Marcelo Cirino.
A expectativa é que o jogador possa estar à disposição do técnico Cristóvão Borges já na próxima rodada, contra o Atlético-MG, sábado, às 16h30, no Maracanã.
Que seja bem vindo de volta e novamente acolhido pela Nação Rubro-Negra que espera que o próximo beijo sobre o escudo do Mais Querido na Taça da Libertadores, seja em uma conquista do Flamengo.
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XX no caso vai ser 20 ou tem marketing aí? Ou apenas é uma indefinição?