Fonte: Blog Painel Tático
A descabida pressão por resultados no Flamengo fez Cristóvão Borges mudar estratégia e filosofia: sai o passe, entra o contra-ataque. Sai o domínio, entra a reação. Para enfrentar o Inter de Aguirre, que aposta na intensa movimentação do quarteto de frente no 4-2-3-1, o técnico flamenguista optou por Cáceres e Jonas junto a Canteros, num 4-3-3.
“Precisávamos jogar compactados para tirar a movimentação deles” – a frase de Cristóvão mostra o que foi o Fla: compacto, marcando para atacar nas roubadas de bola. Como o frame abaixo mostra, o 4-3-3 virava 4-1-4-1 e fechava os espaços do Inter, que preferencialmente procurava Valdivia pelo lado esquerdo.
“Guerrero na frente. Quando ele prende a bola, nossa equipe chegava, função dele no jogo” – o gol chegou em jogada de velocidade, com Sheik e Guerrero indefinido a marcação do adversário. O Fla seguia melhor: marcando e atacando assim, com homens próximos, reagindo ao Inter. Sim, reação, pois Cristovão abdicou do domínio da posse de bola e dos passes – como ele gosta, como é sua filosofia – pelo resultado.
Até por reagir tanto, o Fla iniciava mal suas jogadas, abdicando da bola no chão e recorrendo ao chutão – maior problema do time de Luxa que Cristóvão não resolveu. Será que o problema era o técnico? Ou era a falta de aproximação dos jogadores nessa saída, o que deixava laterais sozinhos no 2×1 e bumba-meu-boi como única opção? A culpa não é do Jorge. É do time.
O Inter atacava e movimentava os meias, o Fla marcava e acionava Guerrero no pivô. Quanto tinha a posse, Canteros e Cáceres pouco povoavam o ataque – outro problema do time de Luxa não solucionado. O Colorado errava MUITO, mas o Fla seguia desorganizado na marcação. Motivo? A referência era individual. Ou seja: cada jogador “caça” o seu, ficando vulnerável aos movimentos do oponente. Veja no lance: linha de defesa desmontada, posições deixadas – o famoso “correndo errado”.
“É uma oportunidade para a gente dar uma sequência de vitórias, que é o que precisamos” – a frase resume o que é o Fla de Cristóvão: um técnico cheia de boas intenções, de conceitos modernos, mas precisando deixá-los para salvar o emprego e conseguir os tão famosos resultados. Com pouco tempo de treino (apenas 3 táticos por semana, jogo de quarta a domingo), DM ainda preenchido, elenco carente e pressão, nem Guardiola conseguiria fazer o Fla jogar bem.
Quando se pede paciência, manutenção do técnico, planejamento é isso – saber perder para vencer muito depois. Será que o Flamengo de gestão financeira exemplar – e sua torcida – estão preparados?
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O time das Gayvotas joga super fechado, é difícil penetrar eé difícil fazer gols neles, do meio pra trás eles são fortes, o Cris é louco para escalar o Gabriel e agora sem os 2 e sem o Eduardo é lógico q o péssimo Gabriel será titular, e se ele não vier também d M.Araújo não digo nada, deveriam vender esses 2 para os Chineses ou para o mundo árabe, César, Ayrton, Wallace, Marcelo, Armero, Jonas, Cáceres, Canteros, Alan Patrick, Everton eo Cirino, para tentar vencer os Gambás, só q o Cris virá com outra escalação, SRN
Acho que pegar lances pontuais pra demonstrar um ponto de vista não e a melhor forma...Caceres e Jonas deixaram o time muito seguro atras e so um cego não ve isso. Jogamos fora de casa contra o internacional e fizemos gol aos 10 minutos, o comentarista esperava oq? Todos ao ataque?
Vdd. mas infelizmente no brasil é assim. Vencer por vencer, ganhar de qualquer jeito, pq senão nao presta e troca por outro. Mas acredito que mantendo a base do time, o treinador e trazendo dois ou três jogadores, vai dar pra honrar as tradições do time de jogar de igual para igual com qualquer adversário. Infelizmente neste momento, só interessam os 3 pontos