Em má fase, Copa do Brasil vira desafogo para o Flamengo

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Fonte: Extra

A Copa do Brasil virou para o Flamengo bem mais do que o atalho para a Copa Libertadores. Pelo terceiro ano seguido na parte de baixo da tabela do Brasileiro, o Rubro-negro ainda tenta encontrar a paz, que pode vir com a classificação para as oitavas de final da competição mata-mata, nesta quarta-feira, diante do Náutico, na Arena Pernambuco, às 22h.

Com o técnico Cristóvão sob pressão mais uma vez, o time precisa vencer ou pelo menos empatar a partir em 2 a 2 , já que a partida de ida foi 1 a 1 no Maracanã. A missão recai sobre os ombros de Emerson Sheik e Paolo Guerrero, de volta após desfalcarem o time na derrota para o Corinthians no domingo.

Sheik foi o porta-voz para tentar afastar a crise e se colocou mais uma vez como escudo do treinador, que chegou a ser criticado pelo ídolo Zico na Rádio Globo, na segunda-feira, em seu programa. Sheik negou que o técnico não conheça o elenco e falou que a culpa não é de um só.

— Ele (Zico) entende de futebol, sim, mas o dia a dia é com o Cristóvão. Ele sim trabalha e conhece, sim, as características individuais de cada um e sabe a melhor maneira de trabalhar isso — afirmou o atacante.

O jogador falou ainda sobre a má fase coletiva. Do goleiro César ao atacante Marcelo Cirino, quase todo o time não rende bem. As poucas exceções são o lateral Jorge e o volante Cáceres. Além, é claro, de Sheik e Guerrero, os mais assediados no desembarque em Recife.

Fora os poucos nomes, quase todo o elenco anda mal das pernas. Sem criatividade, o Flamengo vê Gabriel, Almir, Arthur Maia e Jajá fazendo figuração no clube. A opção de Cristóvão tem sido por três volantes, mas Jonas e Canteros não vem bem tecnicamente. Canteros sem feito trabalho preventivo contra dores no joelho e a parte física pesa. Depois de duas lesões, Paulinho e Everton também não são os mesmos. O trabalho ficará a cargo de Guerrero e Sheik.

— Atribuir quando o time vai bem ou mal a um funcionário não é bacana, porque não se ganha sozinho nem se perde sozinho. Precisamos encaixar uma sequência maior de vitórias para dar uma confiança ao grupo, comissão, diretoria e os torcedores — afirmou Sheik.

E Cristóvão está na forca.

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