
Fonte: O Globo
No último domingo, São Paulo e Coritiba levaram 59 mil torcedores ao Morumbi, às 11h, para quebrar o recorde de público da atual edição do Brasileiro, que era do Atlético-MG, no Mineirão. Acostumado aos grandes jogos, o Maracanã pode até não alcançar esse número neste final de semana, mas promete dois dias marcantes, em que os olhares para o campo serão divididos com a atenção na arquibancada.
A expectativa é de 125 mil pessoas ao longo do fim de semana no complexo esportivo, que, além de Flamengo x Grêmio e Fluminense x Vasco, terá as finais da Liga Mundial de Vôlei, no Maracanãzinho. Entre as principais histórias a serem escritas no Maracanã, estão a estreia de Guerrero no Rio, a apresentação de Ronaldinho Gaúcho e o possível fracasso de um boicote convocado pelo presidente vascaíno, Eurico Miranda.
— Desde a reinauguração, tivemos alguns grandes momentos, como final da Copa do Brasil (com o Flamengo, em 2013) e duas finais de Carioca, mas, para um final de semana, este é o mais forte — disse Marcelo Frazão, diretor de marketing da Maracanã S.A.
Com 26 mil ingressos vendidos antecipadamente — o setor Norte está esgotado —, o Flamengo espera bater no jogo de amanhã seu recorde de público no Brasileiro deste ano — 36,7 mil pagantes contra o Atlético-MG. Ronaldo Angelim, autor do gol do título brasileiro em 2009, assinará o livro de ouro do estádio. A expectativa, no entanto, é pela recepção a Guerrero, em seu primeiro jogo pelo Flamengo no Rio.
— A presença do ídolo traz uma motivação diferente para a torcida. Além do Guerrero ser um jogador de nome, ele já mostrou serviço, com os dois gols marcados (contra Internacional e Náutico) — observou o vice de marketing do Flamengo, José Rodrigo Sabino.
Mosaico tricolor
A aposta no ídolo como chamariz trouxe Ronaldinho de volta ao Rio. O Vasco tentou, mas foi o Fluminense que o contratou. A apresentação à torcida será às 15h, dentro do estádio, que terá mosaico dos tricolores. Ronaldinho também assinará o livro de ouro, em companhia de Paulo Cezar Caju. Até a noite de ontem, haviam sido comercializados 20 mil entradas para o clássico, com o setor Sul, destinado aos tricolores, esgotado.
— Tenho certeza de que nossa média de público vai crescer com a chegada do Ronaldinho e o bom momento do time. Esperamos superar a média de 25 mil pessoas (a atual é de quase 11 mil no Brasileiro) — disse o gerente de marketing do tricolor, Dilson Motta.
Em meio a estreias e apresentações, uma questão conceitual fere o orgulho vascaíno. Após a concessão do estádio à iniciativa privada, a torcida do clube perdeu o direito de um lugar fixo na arquibancada, à direita da tribuna, hoje com os tricolores. Durante a semana, o Vasco tentou na Justiça abrir o contrato confidencial entre o Fluminense e o Maracanã, mas teve a primeira derrota em caráter liminar.
Antes o clube tentou que o jogo acontecesse com torcida única, para forçar a partida do returno em São Januário. Sem sucesso, Eurico fez campanha para os vascaínos boicotarem a partida, o que põe em xeque sua credibilidade na torcida.
— É uma questão da presidência do Vasco, que tem direito de convocar sua torcida a não ir ao estádio — afirmou Frazão — Nossa posição é de estimular o torcedor a comparecer e apoiar o time.
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Esse é o imortal Maracanã. Não adianta, os times cariocas podem não estar tão bem no Brasileiro (exceto o Fluminense), mesmo com Euricos, preço alto, falta de apoio de todos os lados, e ainda assim teremos mais um final de semana com muita gente no melhor estádio do Brasil. Por isso causamos tanta inveja na Paulistada.